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UFPR promove 1ª Jornada Nacional “Mulher Viver Sem Violência”

Morgan Sessions
Violências contra a mulher vão muito além das agressões físicas. Podem ser de caráter sexual, psicológico e moral, contra sua autonomia, doméstica, entre companheiros e mesmo institucional. FOTO: Morgan Sessions

Cada vez mais envolvida com as causas dos direitos humanos, a UFPR se une a outras instituições e promove a 1ª Jornada Nacional “Mulher Viver Sem Violência”. Em parceria com a Prefeitura de Curitiba e a Universidade Positivo (UP), a iniciativa trará à capital personalidades de referências nacionais no debate, na produção de conhecimentos e nas políticas públicas de enfrentamento da violência contra as mulheres.

A Jornada tem início dia 23 de novembro e logo na abertura provoca as discussões com participação de uma das maiores combatentes contra a violência doméstica: Maria da Penha. Bioquímica e farmacêutica, a cearense Maria da Penha Maia Fernandes viveu um drama – tanto pela brutalidade sofrida nas mãos do ex-marido quanto pelos quase 20 anos de luta contra a impunidade dos crimes praticados pelo agressor – que a engrandeceu e serviu como mote para a criação da lei 11.340/2006, que coíbe a violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil (Lei Maria da Penha).

1ª JornadaAlém de palestras e conferências, a 1ª Jornada Nacional “Mulher Viver Sem Violência” promoverá uma mostra dos trabalhos acadêmicos que tratam da violência contra as mulheres, por meio de workshops e oficinas ligadas ao tema. Entre os palestrantes convidados para os grandes debates estão a pesquisadora e antropóloga Beatriz Accioly, que enfatiza o papel dos meios de comunicação no combate à cultura da violência contra a mulher; a jornalista e blogueira Juliana de Faria, criadora da campanha “Chega de Fiu-fiu”; a médica e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) Ana Flávia D’Oliveira, que abordará o tema da violência contra as mulheres sob a perspectiva da saúde; a secretária especial de enfrentamento da violência contra as mulheres do governo federal, Aparecida Gonçalves, para tratar das políticas públicas e ações de governos, e a antropóloga Rita Laura Segato, da Universidade de Brasília (UnB), especialista em cultura da não-violência.

A abertura acontecerá na noite de 23 de novembro, a partir das 19 horas, no Estação Convention Center. No dia 24 de novembro e no dia 25, pela manhã, a programação da Jornada acontecerá no campus da Universidade Positivo, no bairro do Campo Comprido. No dia 25, a partir da tarde e à noite, as atividades prosseguem no Prédio Histórico e na Faculdade de Direito da UFPR, que fica na praça Santos Andrade, centro de Curitiba.

O evento é voltado para a comunidade acadêmica, estudantes e pesquisadores, para profissionais dos organismos que integram a rede de atenção às mulheres em situação de violência, ativistas dos movimentos sociais e demais pessoas interessadas.

Dias de Ativismo

A 1ª Jornada Nacional “Mulher Viver Sem Violência” integra o calendário da mobilização mundial dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. No mundo inteiro, as atividades de sensibilização e de conscientização a respeito do tema acontecem do dia 25 de novembro, que é o Dia Internacional da Não-Violência às Mulheres, até o dia 10 de dezembro, data-símbolo da luta em favor dos Direitos Humanos. No Brasil, por causa da dupla discriminação sofrida pelas mulheres negras, os “dias de ativismo” se iniciam em 20 de novembro, que é o Dia Nacional da Consciência Negra.

Para conferir a programação completa da 1ª Jornada Nacional “Mulher Viver Sem Violência”, participar ou inscrever trabalhos, basta acessar o hotsite do evento.

 

bannerConte Conosco

Além das diversas frentes de estímulo à pesquisa e à reflexão sobre a violência, em agosto deste ano, uma iniciativa inédita nas universdades federais passou a integrar as políticas institucionais em defesa dos direitos humanos na UFPR: o programa Conte Conosco. Entre outras ações, a proposta disponibiliza uma plataforma virtual que funciona como grande ambiente onde pessoas que se sentem vítimas da discriminação e da violência podem se encontrar com especialistas e pesquisadores preparados para lidar com as diversas frentes que a problemática pode gerar.

A ideia surgiu a partir da necessidade percebida pela Universidade de que um posicionamento mais firme e transparente precisava ser adotado contra a intolerância e a violência entre estudantes, professores e técnicos. Assim, a UFPR convidou para pensar e agir – de forma colaborativa – mais de 20 entidades envolvidas com questões de gênero, direitos humanos e promoção da igualdade racial. Os grupos aceitaram o desafio e passaram a se reunir junto com a Reitoria para discutir estratégias de enfrentamento, conscientização e institucionalização dos problemas. Desse compartilhamento de ideias, foi-se delineando o Conte Conosco. Conheça aqui.

Leia também:
UFPR lança programa inédito de combate à discriminação e à violência na comunidade acadêmica

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