UFPR participa do desenvolvimento de kit para diagnóstico rápido

21 novembro, 2011
16:16
Por Leandro Homma Nagano
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Ciência e Tecnologia

Para uma pessoa doente cujo diagnóstico ainda não foi descoberto, qualquer minuto é essencial para a proteção de sua vida. É por isso que novas tecnologias estão sendo desenvolvidas, para que seja conhecida e tratada a doença dos pacientes cada vez mais cedo.

A UFPR está desenvolvendo, com o apoio do Ministério da Saúde e em parceria com o Instituto Carlos Chagas (ICC) Fiocruz-Paraná, a UTFPR e a Lifemed Industrial de Equipamentos e Artigos Médicos Hospitalares, o protótipo de um kit para diagnóstico rápido de doenças, como HIV, rubéola, sífilis, toxoplasmose e hepatite B.

Trata-se de um material baseado em poliestireno (mesmo material usado na fabricação do isopor) no qual estão ligados os antígenos das doenças. Estes materiais contendo diferentes antígenos são colocados em um chip que posteriormente recebe o sangue do paciente. Este chip é então colocado em um equipamento que executa os ensaios e lê opticamente os resultados comprovando a contaminação ou não do paciente em questão de minutos.

São muitos os benefícios que o equipamento trará. Além da rapidez, os diagnósticos poderão ser realizados no local de atendimento, facilitando para o médico a definição da doença e do tratamento. Na doação de sangue o doador poderá verificar se tem alguma doença transmissível antes de fazer a doação, poupando bolsas de sangue e trabalho dos coletores.

O professor de Física da UFPR Cyro Ketzer Saul, um os pesquisadores que desenvolveu o projeto, esclarece que já existem equipamentos semelhantes fora do país, porém, a importação e os preços altos são um empecilho para sua utilização. Esse equipamento será produzido no Brasil, com tecnologia nacional.

Por permitir o transporte a locais remotos, ele será indicado para o diagnóstico de doenças infecciosas durante o período pré-natal, como previsto na Rede Cegonha – política estratégica coordenada pelo Ministério da saúde para a assistência humanizada às mães e aos bebês.

O projeto que tem duração de 30 meses é um dos resultados do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para Diagnósticos em Saúde Pública, iniciado em 2008. Segundo o coordenador do projeto, Leonardo Foti, durante esse tempo, será realizado o aperfeiçoamento da prova de conceito, transformando esta em produto finalizado, incluindo aperfeiçoamento do ensaio diagnóstico, finalização e leitura do ensaio.

Marina Pilato, sob orientação de Ana Paula Moraes

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