UFPR firma convênio de extensão com multinacional para viabilizar o desenvolvimento da industrialização 4.0

05 setembro, 2018
15:59
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Extensão e Cultura

Funcionários da multinacional sueca Electrolux participaram nesta segunda-feira (3) do Elevator Pitch – apresentações de trabalhos desenvolvidos no âmbito do projeto Digital Innovation Journey, elaborado pela Pós-Graduação em Engenharia Industrial 4.0. O projeto, firmado em junho por convênio entre a Universidade Federal do Paraná, Fundação de Apoio da UFPR (FUNPAR) e Electrolux, oficializa um formato novo de curso de extensão que tem o objetivo de viabilizar o desenvolvimento, na empresa, de um sistema de industrialização 4.0 – modelo que leva digitalização, automação, inovação e sustentabilidade aos processos fabris.

O projeto multissetorial envolve os departamentos de Engenharia Mecânica (DEMEC), Engenharia de Produção (DEP), Administração Geral e Aplicada (DAGA) e Ciência e Gestão da Informação (DECIGI) da UFPR. A proposta do Digital Innovation Journey é capacitar equipes de alta performance da Electrolux para a implementação de processos da chamada manufatura digitalizada. As disciplinas do curso têm como base a especialização em Engenharia Industrial 4.0, iniciada em 2017 pelo DEMEC. O diferencial, porém, é a adaptação do curso às necessidades da multinacional.

Cerca de 120 funcionários da empresa que atuam em áreas de gestão com foco em produção, em três plantas fabris (Curitiba, São Carlos e Manaus), participam do curso com os professores da UFPR.

Segundo o coordenador do projeto e da especialização, professor Pablo Deivid Valle, a demanda crescente pela especialização já mostra o interesse do mercado no tema: a procura é de três alunos para uma vaga. Para Valle, há a perspectiva de que o formato do Digital Innovation Journey interesse a outras empresas, inaugurando uma nova forma de curso de extensão. “A industrialização 4.0 interessa porque é assertiva e de alto impacto, pois torna as empresas mais competitivas e gera mais oportunidades para os profissionais”, explica. “A UFPR passa, ademais, a desenvolver internamente competências para proporcionar esse desenvolvimento tão importante à sociedade”.

Assim, de acordo com a justificativa do projeto, a UFPR marca atuação no apoio e na influência para que empresas atuantes no Brasil possam desenvolver suas tecnologias, mantendo empregos e “a estabilidade social dos colaboradores e da comunidade que estão inseridos”. Como contrapartida, a UFPR incrementa o desenvolvimento deste conteúdo técnico-científico, bem como assume vanguarda em ensino, pesquisa e extensão em tecnologia 4.0.

Apresentações dos projetos

Os funcionários da empresa desenvolvem projetos inovadores em busca de melhorias, viabilizando a transição acelerada para a indústria 4.0 durante o curso. A primeira apresentação de projetos, avaliada pela diretoria da empresa e com a presença do vice-presidente de Operações da Electrolux, Ramez Chamma, foi realizada em Curitiba e por videoconferência, simultaneamente, com as unidades de São Carlos e Manaus.

Os docentes da UFPR, Pablo Deivid Valle, Cleverson Cunha e Robson Seleme acompanharam as apresentações de 21 projetos.

“O curso envolve vários níveis da companhia; os participantes vão desde técnicos da linha de operação, supervisores, engenheiros, analistas, até gerentes e diretores. A ideia de apresentarem o projeto faz toda a diferença porque é a oportunidade que temos de colocar em prática o que eles aprendem em sala de aula, com o apoio dos professores”, explica Antonio B. Mandalozzo, gerente de transformação digital da empresa.

Mandalozzo destaca que a ideia é implementar os projetos desenvolvidos. “Queremos que os funcionários tragam para nós ideias práticas para aplicarmos. Eles estão trabalhando com problemas reais e isso pode se tornar uma oportunidade de melhoria de processos para a empresa”.

O analista de projetos, Marcos Sitko, conta que o curso abre a visão para outras realidades. “Vemos que as tecnologias estão mudando e devemos acompanhar para termos condições de entregar melhores projetos e resultados. Os professores estão em contato direto com outras empresas e tecnologias atualizadas, isso é extremamente importante”, diz.

Outro participante do curso, o supervisor de manufatura Gilmar Rocha, conta que trabalha na empresa há 25 anos. “As coisas estão acontecendo e temos que mudar juntos. Com o curso, conseguimos ver a evolução, isso pode alavancar nossa carreira”, afirma.

Wagner Shima, diretor de Engenharia de Manufatura na América Latina, é formado em Engenharia Mecânica pela UFPR e avalia como positiva a oportunidade de atualizar os conhecimentos. “Me formei em 1990 e não retornei para a academia, é muito legal depois 28 anos voltar a estudar com a própria UFPR. A qualidade dos professores é muito boa, eles trazem novas informações, técnicas e embasamento teórico”.

Mestrado Profissional

A demanda do curso de especialização é um dos embasamentos do Departamento de Engenharia Mecânica para a criação do mestrado profissional em Engenharia de Manufatura, com ênfase em Industrialização 4.0. A proposta já foi submetida à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no mês de maio e foi aprovada em primeira análise.

O fato de ser um curso stricto sensu de caráter profissional, em que a pesquisa é aplicada, eleva a empregabilidade dos participantes e, sobretudo, transfere resultados significativos para as empresas no curto prazo.

Outra característica do curso será a multidisciplinaridade, a customização e a flexibilidade. “Será um curso para atender a quem trabalha em empresas e que poderão desenvolver a pesquisa em sinergia com suas atividades diárias”, diz Valle.

A expectativa é que o mestrado seja aprovado até o final do ano.

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