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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ


UNIVERSIDADE
FEDERAL DO PARANÁ

Transparência, diálogo e valorização das áreas-fim orientam trabalho da Proplan

Foto: André Filgueira

Em tempos de crise, o planejamento ganha ainda mais importância nas organizações. Mais do que nunca, é preciso adequar as ações aos recursos disponíveis, otimizando o orçamento. Na UFPR não é diferente. Por isso, a tarefa de gerir a Pró-Reitoria de Planejamento, Orçamento e Finanças (Proplan) foi entregue a um professor com longa trajetória na área de gestão, políticas públicas e planejamento.

Fernando Marinho Mezzadri assume determinado a trabalhar para valorizar as atividades-fim da universidade, dando prioridade ao investimento em ensino, pesquisa e extensão.

Mezzadri é graduado em Educação Física, escolha que impulsionou uma trajetória de envolvimento com pesquisa e planejamento, sempre abarcando temas na área das políticas públicas.

À frente da Proplan, ele quer conduzir o trabalho com transparência nos processos e abertura às sugestões de todos os agentes envolvidos. 

Conte um pouco sobre sua trajetória de vida até seu ingresso na UFPR.

Sou natural de Ponta Grossa, foi lá que passei toda a minha infância até ir estudar na Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, aos 17 anos. Depois realizei uma especialização na Unicamp e, em seguida, vim para Curitiba cursar o mestrado na UFPR.

Tornei-me professor primeiramente na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), onde lecionei durante quatro anos. Após esse período eu prestei concurso para a UFPR.

Como decidiu pela graduação em Educação Física?

Minha vida sempre foi muito voltada para a prática esportiva, por isso fiz a opção para esse curso. Como eu me formei muito cedo, com 19 anos, as minhas escolhas eram continuar com os estudos ou fazer outra graduação. Então decidi continuar na área e fazer uma especialização na Unicamp.

De que forma ingressou na vida acadêmica?

Foi durante a especialização que eu decidi me tornar professor universitário. A Unicamp “respira” vida acadêmica, pois o desenvolvimento de pesquisa sempre esteve muito presente por lá, e foi isso que me chamou a atenção. Para realizar o doutorado tive a oportunidade de voltar para a instituição, onde aprofundei meus estudos e pesquisas nas áreas da história e políticas públicas do esporte.

Quais funções já exerceu na universidade?

Dou aula na UFPR desde 1995, há 22 anos. Já fui diretor do Centro de Educação Física (CED); fui, por duas vezes, chefe do Departamento de Educação Física; assessor da reitoria, onde auxiliei a desenvolver o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), e ainda vice-diretor do Setor de Ciências Biológicas. Assim, acumulei experiência administrativa em várias áreas e não apenas em educação física.

Quais serão suas maiores contribuições para esse novo ciclo da UFPR?

Como sou professor de políticas públicas, eu trabalho com gestão. Além disso, participei ativamente da elaboração do Plano de Desenvolvimento Institucional da UFPR; auxiliei, em vários momentos, a estruturação de políticas nacionais junto ao Ministério do Esporte; participei do desenvolvimento do Plano Brasil 2022 no governo federal. Também tenho uma participação muito forte academicamente na política de gestão, em que atuo orientando dissertações e teses sobre financiamento público. Justamente por trabalhar nesta área, todo meu referencial teórico é de formação de Estado, de formação de políticas sociais, institucionais e voltado para a gestão pública.

De que forma surgiu a oportunidade de assumir a Pró-Reitoria de Planejamento, Orçamento e Finanças?

Acredito que o convite para ser pró-reitor surgiu pelos mais de 12 anos de experiência administrativa que possuo na universidade.  Além disso, tenho inúmeras teses, dissertações e artigos científicos ligados ao financiamento público. Atuo, ainda, na coordenação do Núcleo de Pesquisa e Políticas Públicas no Esporte, grupo que é referência nacional e internacional na área.

Quais serão os maiores desafios nessa função?

O primeiro desafio é compreender as implicações dos cortes que teremos no financiamento público. O segundo é mudar o conceito da utilização do recurso público aqui na universidade. Nós temos que valorizar muito mais as atividades-fim e destinar financiamento e apoio à pesquisa, à extensão e ao ensino. Outro desafio é deixar os processos transparentes e tomar decisões de forma colegiada, com todos os segmentos da universidade, incluindo também a comunidade.

Quais suas metas para gerir a Proplan?

Minha primeira meta é a realização de um Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), melhor distribuído, chamando a comunidade para discutir os objetivos, definir metas e adequá-las ao orçamento.

A segunda ação é efetivamente o contato e o diálogo junto à comunidade universitária, colocando os processos de forma muito transparente para todos, pensando que devemos abrir a universidade, no sentido de relações institucionais, tanto para outros órgãos públicos quanto para privados.

De que maneira pretende trabalhar para alcançar seus objetivos?

Precisamos ter em mente que somos uma universidade pública, gratuita e de qualidade. Dessa forma, temos que preservar o bem público. A partir do momento que qualquer recurso entra na universidade nós precisamos tratá-lo como um recurso público, fazendo bom uso dele.

É importante salientar que a Proplan toda está muito unida, temos uma equipe de qualidade e técnicos administrativos excepcionais. Contudo, a questão mais importante é a mudança de filosofia. Essa ideologia do diálogo, da transparência e da ética estará em todo momento da nossa gestão, bem como as portas ficarão abertas para toda a comunidade.

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