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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ


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Setor de Biológicas guarda precioso acervo de animais na Monitoria de Vertebrados e abriga Museu de Ciências Naturais

A UFPR guarda um precioso e pouco conhecido tesouro no pavimento inferior do Setor de Ciências Biológicas, no campus do Centro Politécnico, em Curitiba: a Monitoria de Vertebrados.

Coordenado pelo professor Emygdio Monteiro Filho,  do Departamento de Zoologia, o espaço é formado por duas salas que contêm mais de cem animais empalhados, de várias espécies (especialmente aves, mas também répteis e mamíferos) e cerca de sete mil guardados em recipientes de vidro –  a maioria peixes.

A sala dos animais empalhados – alguns há mais de 50 anos – tem climatização especial, para evitar a proliferação de fungos e de pragas. Todos foram doados por alunos, professores, pesquisadores e colaboradores.

Estudos e pesquisas

Eles são utilizados, basicamente, para a realização de estudos e de pesquisas tanto dos alunos da graduação quanto da pós-graduação dos cursos de Ciências Biológicas, Medicina Veterinária, Zootecnia, Engenharia Florestal e Agronomia.

É o melhor espaço do gênero no Paraná, entre as universidades, e um dos mais importantes do Brasil. Tanto que um dos seus parceiros é o respeitado Instituto de Pesquisas  Cananeia, ONG localizada no Litoral de São Paulo que objetiva a educação ambiental e o desenvolvimento de pesquisas e de atividades de conservação da vida selvagem.

Eventuamente, parte do acervo também é cedida para eventos, como a Feira de Cursos e Profissões da UFPR, ou para professores aprimorarem a qualidade das suas aulas. Isto só não ocorre com mais frequência para garantir a integridade física das peças. “Temos um cuidado muito grande com o material que temos aqui. É um acervo rico, do ponto de vista didático. O que temos aqui é muito bom e garante uma ótima qualidade das aulas”, explica . Emygdio também dá cursos para professores sobre temas como a montagem de peças empalhadas e orienta professores e pesquisadores.

Raridades no acervo

Raridades fazem parte do acervo. Entre elas, um exemplar empalhado do arapapá (Cochlearius cochlearius), ave da família das garças característica de manguezais do Brasil, mas pouco avistada.

Dona de um bico largo e forte, a ave ganhou ainda mais importância porque, no ano passado, um grupo de estudantes e pesquisadores fotografou, ao sul da Ilha do Cardoso (SC), um exemplar comendo a asa de um vertebado. Até então, pensava-se que o animal não tinha este tipo de dieta, o que surpreendeu os pesquisadores.

Outra preciosidade do laboratório é uma carcaça de baleia que ainda está esperando para ser montada. Há ainda um albatroz empalhado, ave marinha migratória que chegou bem debilitada em Cananeia, há seis meses, mas morreu e agora faz parte do acervo do laboratório.

No local, também existem dezenas de animais que foram submetidos à diafanização – processo que consiste na imersão de corpos de animais e hidróxido de potássio, o que possibilita a perfeita visualização da sua estrutura. “Este processo facilita o estudo poque os alunos têm uma visão mais clara da estrutura do animal”, disse.

 

Museu de Ciências Naturais tem crânio de crocodilo gigante

No mesmo prédio onde funciona a Monitoria de Vertebrados, fica o Museu de Ciências Naturais do Setor de Ciências Biológicas. Aberto à visitação de estudantes, o museu tem um acervo não menos rico.

Das suas preciosidades, consta a réplica do crânio completo de um Sarcosuchus imperator (espécie já extinta de crocodilo gigante que viveu há aproximadamente 110 milhões de anos, com até 15 metros de comprimento e peso de oito toneladas). Há ainda uma coleção de réplicas de crânios de homens primitivos e de um tigre dentes-de -abre (Smilodon fatalis).

Criado em 1994, o museu recebeu, neste período, 180 mil visitantes e está terminando a colocação de painéis novos para a exposição de vertebrados e invertebrados.

O museu desenvolve o programa “Ciência vai à Escola”, há quinze anos, voltado aos estudantes. “Os alunos que quiserem visitar o museu são bem-vindos. Ele tem coisas muito interessantes para o pessoal ver”, explica o professor Fernando Sedor, coordenador técnico do museu. O local funciona de segunda à sexta-feira, das 9 às 12h30 e das 13h30 às 17h. As visitas podem ser agendas pelo telefone 41-3361-1628.

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