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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ


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Servidores da UFPR aprendem Libras para se comunicar com professores e estudantes surdos

Servidores do Setor de Educação da UFPR aprendem Libras - Foto: Nicola Iannuzzi
Servidores do Setor de Educação da UFPR aprendem Libras - Foto: Nicola Iannuzzi

Cerca de 20 servidores e professores do Setor de Educação da UFPR integraram nesta quarta-feira (5) a primeira turma do curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras) criado para facilitar a comunicação com docentes e alunos surdos da universidade. A iniciativa faz parte dos preparativos para a inauguração do curso de Letras Libras, que será ofertado pela primeira vez na modalidade presencial a partir do segundo semestre deste ano.

Entre 2008 e 2012, a UFPR chegou a ofertar o bacharelado e licenciatura em Letras Libras, porém apenas como polo de um curso de educação à distância desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Desde 2010, a disciplina ‘Fundamentos de educação bilíngue/Comunicação em Libras’, de 60 horas, está na grade curricular de todas as licenciaturas da UFPR.

No ano passado, a universidade contratou cinco professores surdos para o Setor de Educação. Dois deles acabam de ingressar no mestrado da UFPR, ambos com projetos na linha de pesquisa de Políticas em Educação. “Ficou impossível não pensar em uma política de capacitação dos servidores em Libras”, diz Sueli Fernandes, professora de Libras e uma das organizadoras do curso.

Servidora do Setor de Educação aprende Libras - Foto: Nicola Iannuzzi
Servidora do Setor de Educação aprende Libras - Foto: Nicola Iannuzzi

Prévia
A aula desta quarta-feira foi uma prévia de um curso de extensão de 120 horas que será ofertado em março, pelo Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Especiais (Napne), a servidores de todos os setores.

Com 22 anos, Danilo da Silva é o professor efetivo de Libras mais jovem da UFPR. Como um dos ministrantes do curso desta quarta-feira, ele ressalta a importância de poder se comunicar com ouvintes. “Crianças surdas cujos pais não se comunicam na língua de sinais apresentam um desenvolvimento cognitivo inferior ao das que puderam dialogar na infância”, explica. Surdo de nascença, ele analisará no mestrado a presença de intérpretes da língua de sinais em salas de aula de Curitiba e região metropolitana.

Desde o ano passado, a UFPR conta ainda com cinco intérpretes de Libras, que fazem a tradução de aulas e eventos, entre outras atividades. “Com o aprendizado de Libras pelos servidores, a inserção dos surdos no meio acadêmico fica ainda mais facilitada”, diz Wanessa Germaine Santos, uma das intérpretes. Os profissionais estão vinculados ao Napne.

Vestibular especial
As vagas para o curso de graduação em Letras Libras serão ocupadas em um processo seletivo especial que será realizado no meio do ano. Também no segundo semestre a UFPR selecionará estudantes para a primeira turma do curso de Pedagogia Bilíngue (Português/Libras), que será ministrado na modalidade semipresencial, em parceria com o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines).

Célio Yano

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