Sequenciamento genômico aponta predominância da variante brasileira do coronavírus no Paraná

31 março, 2021
11:27
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Ciência e Tecnologia

Sequenciamento genômico realizado em 80 amostras coletadas de moradores do Paraná infectados com o coronavírus apontou que, destas, 46,2% são da variante P1, mutação brasileira do vírus. De acordo com o estudo, publicado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nesta terça-feira (30), apesar de contemplar um universo reduzido de amostras, os resultados indicam que essa linhagem é predominante entre as identificadas no estado.

Ainda foram identificadas, nas amostras analisadas, as variantes B.1.1.28, com 28,8% de ocorrência; e P.2, com 11,2%, ambas também cepas detectadas no Amazonas. Além disso, o sequenciamento identificou a variante do Reino Unido (B.1.1.7) e outras cinco. A análise foi feita pela Rede Genômica Fiocruz e pelo Instituto Carlos Chagas (Fiocruz Paraná) em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), coordenada pela Sesa e supervisionada pelo do Laboratório Central do Estado (Lacen/PR).

Laboratório Central do Estado – LACEN – Recepção de amostras para teste do Coronavirus.
Curitiba, 01/04/2020 – Foto: Geraldo Bubniak/AEN

Para o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, o resultado da investigação explica o aumento da taxa de contaminação no Paraná. “Nos últimos dias, quase metade dos testes RT-PCR realizados no Paraná tem resultado positivo, ou seja, mais pessoas estão se infectando e grande parte delas pode estar com a variante P1, que é mais agressiva do que a doença que conhecemos no ano passado”.

De acordo com Helisson Faoro, pesquisador do Instituto Carlos Chagas e doutor em Bioquímica e Biologia Molecular pela UFPR, conhecer as variantes em circulação no estado pode ajudar no enfrentamento à pandemia de uma maneira mais precisa.

Estudo

A seleção contemplou grupos de 24 amostras dentro de cada Macrorregional de Saúde do estado, abrangendo todo o Paraná. Em seguida, foram realizados sorteios aleatórios de amostras dos grupos pré-definidos nessas macrorregiões. A previsão é de que novas coletas sejam sequenciadas e analisadas nos próximos dias.

Com informações da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa)

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