logo_branca_ufpr

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ


UNIVERSIDADE
FEDERAL DO PARANÁ

Projeto da UFPR promove divulgação científica de Óptica por meio de quadrinhos e postagens sobre prêmio Nobel

Teorias do poeta Homero e do filósofo matemático Pitágoras protagonizam alguns dos quadrinhos “Tiras Ópticas”, divulgados nas redes sociais e desenvolvidos pelo UFPR Student Chapter. Voltado para a área de óptica – ramo da Física que estuda fenômenos que têm como causa determinante a energia radiante – o projeto de extensão promove conteúdos com aplicabilidade prática no cotidiano dos jovens, aproximando a comunidade acadêmica dos alunos de ensino médio e fundamental por meio da divulgação científica e educacional.

“As Tiras Ópticas abordam a evolução do pensamento por meio de filósofos que estudaram a óptica e desenvolveram teorias que hoje não são mais aceitas. Fazemos as correções destas teorias e mostramos como se entende aquele fato científico”, conta o presidente do grupo e estudante de Licenciatura em Física, Yohan Szusko Soares.

Os “Laureados em Óptica” também são personagens da ciência abordados por meio de postagens desde o dia 6 de outubro, data em que ocorreu a indicação ao Nobel 2020. A série explica quem e como se tornou o vencedor do prêmio, apontando a tecnologia desenvolvida pelo estudo e sua evolução. Os posts seguem uma linha cronológica, a partir do primeiro Nobel da história na área de óptica (1901), Wilhelm Conrad Rontgen, descobridor do raio-x.

Sete estudantes de graduação e três pós-graduandos da UFPR integram o projeto, orientado pelos professores Emerson Cristiano Barbano e Ismael Andre Heisler, ambos do departamento de Física. As atividades começaram neste ano e recebem apoio da instituição The Optical Society (OSA).

Os Student Chapter, ou capítulos de estudantes em português, são organizações estudantis desenvolvidas em várias instituições do mundo que reúnem pesquisadores interessados em determinada área. Ao compartilhar as experiências vividas quando integrou o grupo formado no Instituto de Física na USP durante a pós-graduação, o professor Emerson incentivou os estudantes da UFPR.

“Eu participei como aluno de um OSA Student Chapter por sete anos e isso me possibilitou diversas experiências que foram importantes para minha formação. Interação com pesquisadores de renome, elaboração de materiais de divulgação científica, trabalho em equipe e organização de eventos são apenas alguns exemplos”, relata o docente. “Acredito que é uma ótima oportunidade de os alunos cumprirem um papel social, divulgando os avanços científicos, e impulsionarem suas carreiras através dos benefícios de participarem do projeto”.

Yohan destaca que sempre teve interesse por realizar pesquisa em universidade pública e o projeto de extensão concilia tanto a área do ensino como da pesquisa. “Divulgar ciência em um país que não a valoriza é um desafio grande, e é este mesmo desafio que nos motiva a continuar produzindo conteúdo”, afirma o estudante de licenciatura em Física.

Atualmente as atividades do grupo são divulgadas via Instagram, Facebook e canal do YouTube.

Conhecimento técnico

O projeto abrange, ainda, a difusão do conhecimento técnico. Semanalmente, são realizados webinários com a participação de professores da UFPR e de outras instituições do País. “Os seminários remotos são focados no pessoal que busca o interesse em ingressar nas pesquisas em que a óptica atua, relacionadas com diversas áreas do conhecimento, como a medicina, ciências forenses, síntese de materiais, telecomunicações, estudo da luz, entre outras”, diz Yohan.

O grupo também desenvolve minicursos sobre tópicos não abordados diretamente na graduação. O primeiro deles, sobre Espectroscopia Ultrarrápida, foi realizado neste mês, ministrado o professor Franco Valduga do Istituto di Fotonica e Nanotecnologie (CNR-IFN), da Itália.

Ainda este ano estão previstos outros minicursos nas áreas de Óptica Quântica, com o professor Sebastião de Pádua da UFMG, e sobre sensoriamento remoto da atmosfera com lasers, com o professor Eduardo Landulfo.

pt_BRPortuguese