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Professora da UFPR participa de debate internacional sobre impactos ambientais no Ártico

 

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Painel com participação da professora Carolina Freire debateu os BRICs no Ártico. Foto: Arctic Circle

Entre os dias 7 a 9 de outubro, a professora Carolina Arruda de Oliveira Freire, do Departamento de Fisiologia da UFPR, participou do Arctic Circle Assembly, fórum de discussão sobre o Ártico que conta com participação de governos, universidades, empresas e organizações.

A reunião do Arctic Circle ocorreu no Centro de Conferências Harpa, em Reykjavík, Islândia. O objetivo foi mostrar que o Brasil, assim como outros países do hemisfério sul podem ter participação como observadores no conselho do Ártico. “Nossa conexão com o ártico se dá pelas mudanças climáticas. Os polos estão aquecendo e derretendo mais rápido do que outras partes do globo e isso nos afeta diretamente”, explica a pesquisadora. “Como foi repetido diversas vezes no evento, o que acontece no mundo se reflete no Ártico, e o que está acontecendo com o Ártico afeta e irá afetar o mundo todo”.

A reunião do Arctic Circle acontece desde 2013, e no ano passado, já houve participação brasileira mais efetiva no evento. Em 2015 o painel foi sobre o “Brasil e a sustentabilidade do Ártico”, e este ano, sobre os “BRICS no Ártico”. No painel deste ano, além de Carolina, os brasileiros Sergio Trindade (consultor em energia e ambiente sediado em Nova York) e Celma Hellebust (advogada e consultora para a indústria do petróleo na Noruega) falaram de suas áreas de atuação em prol da ideia de envolver os BRICS – bloco de países composto pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – em projetos comuns de pesquisa para o ártico. No Arctic Circle 2016, a sessão “BRICS no Ártico: oportunidades emergentes para iniciativas de colaborações” discutiu o assunto.

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Professora Carolina Freire participa da reunião do Arctic Circle. Foto: Arquivo pessoal

O projeto que Carolina apresentou, de colaboração entre Brasil, Índia, África do Sul e Rússia, envolve a análise de recursos pesqueiros, explorados pela pesca industrial e artesanal nestes países, com ênfase em peixes migratórios, que são recursos globais. O projeto envolve ainda colaboração em cultivo de peixes marinhos. “Queremos fazer estas análises no contexto dos BRICS, ver o quanto é explorado por estes países, como podemos estimular colaborações em cultivo, e ver como as mudanças de temperatura e impactos ambientais afetam esta cadeia de produção, visando minimizar estes impactos para futuras gerações”.

O projeto “Impactos das mudanças climáticas globais sobre a pesca industrial, artesanal, e o cultivo de peixes marinhos: papel global dos BRICS” foi submetido para financiamento pelo CNPq, que lançou um edital em agosto na área de Ciência e Tecnologia Oceânica e Polar. No âmbito do Brasil, Carolina (e a UFPR) contará com a parceria das Universidades Federais do Rio Grande (FURG) e de Santa Catarina (UFSC). Estão previstas ainda reuniões com os parceiros nos demais países que analisarão suas respectivas áreas costeiras, com foco especial na pesca artesanal. “É justamente esta pesca nas proximidades que pode ser mais afetada pelas mudanças climáticas. Vamos conversar com os pescadores. Neste sentido o projeto também tem um cunho social”.

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O fórum de discussão sobre o Ártico reuniu governos, universidades, empresas e outras instituições na capital da Islândia. Foto: Arctic Circle

O que chama mais a atenção de Carolina, e por isso ela embarcou nesta empreitada, é a urgência de se ter uma visão coletiva sobre as mudanças no ártico, e no globo. “A velocidade das mudanças climáticas é muito grande, os animais podem não conseguir se adaptar. Por isso é necessário que todos nós saiamos da zona de conforto e façamos o possível para buscar o bem comum”.

No evento, a professora da UFPR teve a oportunidade de ouvir o secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, ao receber prêmio do Arctic Circle das mãos do ex-presidente da Islândia, Ólafur Grímsson, por sua atuação de dez anos à frente da ONU com prioridades pacifistas e de atenção aos efeitos globais das mudanças climáticas. Como disse o secretário geral: “Não há planeta B!”.

Por Aspec Bio – Assessoria a Projetos Educacionais e Comunicação do Setor de Ciências Biológicas da UFPR

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