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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ


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Pesquisas analisam políticas de cotas em universidades públicas

O Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da UFPR começa em setembro com uma nova atividade de aulas especiais permitindo aos alunos contato com pesquisadores de outras instituições que tenham publicado recentemente trabalhos com resultados de pesquisas ou que estejam com estudos em andamento. A primeira aula ocorre dia 5 de setembro, com o professor Mathieu Turgeon, do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília.

O pesquisador vai apresentar o resultado de um estudo feito com alunos das Universidades de Brasília e Federal de Minas Gerais, sobre a política de cotas. São relatos sobre a metodologia aplicada para saber o que pensam os jovens sobre o assunto. A aula é aberta ao público em geral e começa às 14 horas do dia 5, no Anfiteatro 100, 1º andar do Edifício Dom Pedro I, campus Reitoria da UFPR. Outras informações pelo e-mail: ppgcpufpr@gmail.com.

AS COTAS NA UFPR ─ O assunto também foi pesquisado na UFPR, que foi uma das primeiras instituições a implantar o sistema entre as universidades públicas. O estudo, publicado na Revista de Ciência Política da Universidade de Brasília pelo professor Emerson Cervi, analisou os inscritos no vestibular de 2005 a 2012, período em que foram registradas 350 mil inscrições. Nesses anos a média de inscritos por cotas raciais foi de 4,6% e de cotas para escola pública, de 22%. Em 2005, primeiro ano da política de cotas, o sistema de cotas raciais teve 2.367 inscritos e no último concurso em 2012, foram 2.481. Já para as reservas da escola pública houve uma queda. Em 2005, foram 13.720, e em 2012, 10.204 candidatos.

A média de aprovação nesses anos ficou abaixo dos 20% das vagas que foram reservadas para cotas. Na questão racial está em 6,9% e da escola pública 11,9%. De acordo com o pesquisador, uma das consequências dos resultados limitados da política racial nos vestibulares da UFPR é que a baixa inclusão de cotistas raciais não gerou uma redução significativa dos aprovados pelas vagas universais. Outra conclusão da análise é que apesar de serem da mesma cor e concorrerem pelas mesmas cotas, mulheres apresentam desempenho distinto de homens, tanto nas notas obtidas nas provas, quanto na formação de cada um dos grupos de cotas.

Mesmo não tendo preenchido as vagas destinadas às cotas raciais, o pesquisador destaca que a política de cotas da UFPR teve uma consequência positiva em termos gerais, que foi o aumento no número de aprovados com pele negra e parda nos concursos. O resultado negativo foi que ao longo do tempo o percentual de aprovados pelas cotas raciais vem apresentando um leve declínio. Enquanto o número de inscritos pela cota racial girou entre 5,3% e 4,3% do total, os percentuais de aprovações variaram de 11,9% a 5,4%. A principal explicação para o baixo desempenho dos cotistas raciais é a mudança nas regras do vestibular em 2007, com instituição de concurso com duas fases e cotas valendo apenas para a segunda. A consequência disso é que a média de aprovação de 6,9% de cotistas raciais ficou bem abaixo dos 20% previstos pela regulamentação própria da universidade.

A pesquisa completa pode ser encontrada no site: http://seer.bce.unb.br/index.php/rbcp.

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