Pesquisadores da UFPR realizam estudos na Amazônia

24 julho, 2013
11:03
Por prograd
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Ciência e Tecnologia

Equipe da UFPR: Mirna Casagrande, Olaf Mielke, Fernando Dias, Eduardo Carneiro e Diego Dolibaina

Equipe da UFPR: Mirna Casagrande, Olaf Mielke, Fernando Dias, Eduardo Carneiro e Diego Dolibaina


Uma equipe formada por dois professores, um doutorando e dois pós-doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Entomologia da UFPR acaba de retornar do Parque Nacional da Serra do Divisor, no município de Mâncio Lima, Acre. O objetivo da expedição foi coletar e identificar novos exemplares da fauna de Lepidoptera, insetos como mariposas e borboletas. De acordo com a professora Mirna Martins Casagrande, os resultados da expedição foram positivos.”Numa primeira triagem, é possível dizer que foram coletadas cerca de vinte espécies novas para serem descritas”, relatou a professora, que juntamente com o professor Olaf Mielke, coordenam o Laboratório de Estudos de Lepidoptera Neotropical da UFPR.

A ideia de conhecer o Parque Nacional da Serra do Divisor surgiu de um trabalho realizado há dois anos pelo doutorando Diego Dolibaina nesta região, com resultados animadores. “Não havia até então nenhum conhecimento sobre a fauna de lepidópteros do local”, explicou a professora Mirna. Além dela e de Diego, a equipe da expedição foi composta pelo professor Olaf Mielke e pelos pós-doutorandos Eduardo Carneiro e Fernando Maia Silva Dias.

Pesquisa – Para chegar até lá, o grupo viajou dez horas de barco desde a cidade de Cruzeiro do Sul, pelo Rio Moa, contra a correnteza. Após a chegada, foram dez dias de trabalho intenso. O grupo planeja retornar ao Acre para continuar o trabalho. “Assim como existe este parque, há muitas outras áreas esperando pela pesquisa”, completou a professora.

No momento, o material coletado (aproximadamente 3.800 exemplares), passa por uma segunda fase: a preparação, identificação e inclusão no acervo da UFPR, que faz parte da Coleção Entomológica Padre Jesus Santiago Moure – Lepidoptera, do Departamento de Zoologia. O acervo deste segmento da coleção é composto por cerca de 300 mil exemplares e é reconhecido pelos entomólogos estudiosos de Lepidoptera como uma das mais expressivas coleções do mundo, com registros biológicos recentes. “Com o material da expedição conseguimos manter preservada para pesquisa uma parcela sobre a informação da diversidade, que é o objetivo da coleção – retratar a história de um momento da fauna”, concluiu Mirna.

Fonte: Assessoria de Projetos Educacionais e Comunicação – Setor de Ciências Biológicas/UFPR

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