Pesquisa da UFPR pode auxiliar no combate ao câncer e à aterosclerose

28 abril, 2014
11:13
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Ciência e Tecnologia
Prédio do Setor de Ciências Biológicas - Foto: Divulgação

Prédio do Setor de Ciências Biológicas - Foto: Divulgação

A UFPR (Universidade Federal do Paraná) poderá oferecer uma poderosa ferramenta à indústria de medicamentos: uma enzima do veneno da aranha-marrom que ainda não havia sido isolada a partir dele. O trabalho é inédito no mundo e foi desenvolvido pela farmacêutica bioquímica Valéria Pereira Ferrer na sua tese de Doutorado em Biologia Celular e Molecular pela UFPR, defendida em fevereiro. Nele, a pesquisadora caracterizou um tipo de enzima presente no veneno da aranha-marrom que poderá ser utilizada como auxiliar de medicamentos e no estudo de doenças como aterosclerose, inflamações, dores crônicas de articulações e até o câncer.

Uma das propriedades da enzima (a Hialuranidase) é possibilitar que os medicamentos sejam absorvidos de forma mais rápida. Na prática, isto significa que a enzima teria a capacidade de tornar os medicamentos  usados no combate de várias doenças mais eficazes. “É claro que esta pesquisa é a longo prazo. Porém, é um ótimo começo para se entender cada vez mais sobre doenças como câncer e aterosclerose”, explica.

A patente da enzima já foi registrada pela UFPR. Agora, a pesquisadora aguarda que alguma indústria de medicamentos se interesse pelo estudo. As universidades não esperaram tanto e saíram na frente no reconhecimento da importância da pesquisa. Valéria já apresentou o estudo em instituições tanto do Brasil quanto no Exterior. Em julho, a pesquisadora começa a trabalhar em uma delas,  nos EUA.

Seis anos de estudos

Resultado de seis anos de trabalho, a pesquisa foi orientada pelos professores Silvio Sanches Veiga, Olga Meiri Chaim e Andrea Senff Ribeiro. O ponto de partida do estudo foi a hipótese de que esta enzima, presente no evento da aranha-marrom, degradaria o tecido do local da picada e faria com que as outras toxinas se espalhassem mais rapidamente pelo corpo do paciente.

A hipótese foi confirmada por meio da purificação da Hialuronidase em testes in vitro e com coelhos. Valéria decidiu então trabalhar com células de melanoma – uma das formas mais agressivas de câncer de pele. Ela começou a testar as enzimas purificadas nas células cancerosas e constatou, surpresa, que a Hialuronidase fez com que as células cancerosas se tornassem menos viáveis.

Valeria Ferrer é farmacêutica bioquímica graduada pela UFPR e, além do doutorado, também concluiu seu mestrado na instituição, em 2010.

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