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Oficinas: extensão é destaque do Festival de Inverno da UFPR

Na quarta-feira, 19 de julho, foi dia de apresentar os resultados do que os estudantes aprenderam ou produziram durante a semana nas oficinas do Festival de Inverno da UFPR de 2017. As atividades envolveram cerca de 400 estudantes que participaram das 22 oficinas ofertadas durante o evento, 19 delas em Antonina. Dramaturgia, artesanato, dança, artes plásticas e muitos outros temas envolveram diversos público desde os infantis até a maturidade, além de cursos voltados ao aprimoramento profissional, introdução à temas de arte e cultura e educação especial. Confira!

Infanto-Juvenil

Apresentar o universo da arte para as novas gerações é uma tarefa essencial que o Festival de Inverno vem cumprindo todos estes anos. Em 2017, além das atividades na praça Coronel Macedo e de peças de teatro infantil, quatro oficinas envolveram este público.

Heróis e HQs

A oficina Universo Pop, ministrada por Raphael Teles Tanaka Furtado, trouxe um pouco do universo dos quadrinhos e do cinema para o festival. O ministrante levou para a atividade técnicas de desenho, modos de confecção de bonecos e de máscaras e também apresentou o universo dos ‘Cosplays’ à garotada.

“Nas aulas eu ensino as crianças a criarem personagem, processo de desenho, apresento algumas técnicas de ação de história em quadrinhos”. O professor ensina a como fazer expressões e dar movimentação aos bonecos no desenho.

Eduardo Andrade de Abreu, de 11 anos, é um dos participantes que participou do mini-curso. Ele criou um boneco do Batman com as técnicas de produção de ‘toyart’ que aprendeu. O estudante de Antonina explica que o que mais gostou foram as aulas sobre História em Quadrinhos: “Eu já desenhava, mas eu não sabia estas técnicas, aqui eu aprendi como fazer os movimentos dos personagens”.

Teatro para crianças

A criançada também se divertiu aprendendo a interpretar personagens e a improvisar na oficina ‘Teatro para crianças’, ministrado por Audrea Griten. A professora apresentou jogos teatrais e exercícios e brincadeiras que ajudam a desenvolver a atenção, a noção de espaço e a improvisação.

“No teatro nós trabalhamos muito a questão da consciência corporal, da espontaneidade e também de como se portar na frente de um público, perder a timidez, mas o principal aqui para as crianças é o trabalho em equipe, fazer novas amizades e se divertir durante as atividades” explica a professora.

Com idades entre 6 e 15 anos, os participantes apresentaram três pequenas peças. Os mais pequenos, Felipe, Bruna, Ana Beatriz e Gabriela explicam que eles mesmos elaboraram a história “é uma mistura, vai ter a Tiana, o Lobo Mau, a Aurora e nós inventamos uma professora de dança das princesas e todos vão tar na história”.

Danças urbanas

Caio Fábio já é um velho conhecido do Festival de Inverno, há dez anos que o bailarino traz oficinas na área de dança para o evento, que são sempre muito concorridas. Este ano mudou um pouco a proposta da atividade “Este ano resolvemos trazer além do Hip Hop outros estilos de dança de rua, voltado mais o ‘freestyle’ que leva mais em conta a batida da música na criação da coreografia”.

Ainda tivemos a introdução ao universo circense com a oficina “Circo Para Todos”, ministrada por Bruno Tucunduva.

Profissionalização

As oficinas de aprimoramento são voltadas para ampliar o grau de profissionalização dos participantes, este ano tivemos três modalidades, duas delas voltadas aos músicos e estudantes da Orquestra Filarmônica de Antonina e a outra sobre práticas artísticas de vanguarda.

Orquestra

O curso Prática de Banda Sinfônica, trouxe o maestro Marcos Sadao Shirakawa para compartilhar sua vasta experiência em diversas orquestras e participações importantes em eventos internacionais de música. No pátio do Colégio Basílio Machado os estudantes fizeram um concerto do que aprenderam durante a semana com peças como Alpina Saga, de Thomaz Doss, Episode Symphonic I, do compositor japonês Satoshi Yagisawa e Banda Sinfônica 25 Anos, do maestro José Ursicino da Silva, o Mestre Duda do Recife.

Outra oficina voltada para a orquestra antoninense foi Orquestra Brasileira de Sopros, ministrada pelo maestro Gabriel Schwartz, que buscou aumentar o repertório dos jovens músicos estudando alguns ritmos brasileiros. Na apresentação trouxeram ao concerto canções como Ladeira da Preguiça, de Gilberto Gil, o samba Incompatibilidade de Gênios, de João Bosco entre outras.

Teatro e desconstrução

O Workshop Arte Rebelde (WAR) foi uma das primeiras oficinas à ter esgotadas as inscrições. Na terça-feira, 18 de julho, perto da meia-noite o grupo apresentou uma peça de teatro trazendo elementos do que foi trabalhado durante a semana. Explorando temas como Poéticas Bastardas, Corpolíticas, Artes (Obs)Cênicas, Nonsense e Pós-Sense, Performance Artivista, Composição Urbana, Objetos Indecidíveis, Grouxo-Marxismo e Pornoterrorismo, o curso ministrado pelo diretor de teatro Fábio Salvatti fez uma apresentação para maiores de 18 na associação Ademadan.

Maturidade

A oficina ‘Dança Sênior e Circular’ apresentou um pouco da dança adaptada ao público de mais de 60 anos. O objetivo da atividade, ministrada por Francine Cruz, é proporcionar momentos de lazer ligadas à prática de exercícios. O grupo apresentou uma valsa sentada que ajuda a integrar aqueles que tem mais dificuldades de movimento, mas também teve dança mais agitada, até mesmo uma tradicional dança russa.

“Eu apresentei a eles danças adaptadas para a terceira idade, algumas categorias são sentadas outras são em pé mas em cada uma delas, eles estão exercitando todas as partes do seu corpo” conta a ministrante que explica que a integração é o mais importante para os participantes. “Eu vejo que a parte da socialização é a que eles mais gosta, a gente tem alunos que nem podem dançar pois têm alguma dor ou está machucado, mas vem para ficar assistindo e interagindo com as pessoas”

Iolanda da Silva Pinto todo ano participa das oficinas do festival que acontecem no Patronato do Idoso de Antonina, “a gente se diverte, eu gosto muito das oficinas, a gente faz amizade e traz lazer pra gente” conta a senhora que completou 84 anos vivendo na cidade.

Educação Especial

Mais uma vez o Festival de Inverno trouxe duas oficinas com temas de Educação Especial, uma voltada aos professores, em que têm a oportunidade de conhecer novas didáticas e atividades e outra voltada aos alunos da APAE de Antonina.

Na apresentação os participantes fizeram uma coreografia mostrando os resultados das atividades do decorrer da semana. O professor de educação física, Whitheney Alexander, um dos ministrantes da oficina contou que “o objetivo foi usar a dança como uma forma, mostrar que a dança pode unir as pessoas, tanto que o nome da oficina remete a isso ‘Minha Alma Também Dança’ se refere a muito mais do que a técnica”.

Outra ministrante, a terapeuta ocupacional Alessandra Carvalho, explicou que eles buscaram trabalhar a expressividade de movimentos, a questão da motricidade e principalmente a questão da interação social. Ela destacou os sentimentos que afloraram com as atividades.

“A gente viu durante as oficinas que eles trouxeram muitas coisas para nós, porque a dança além de trazer o prazer de se dançar, pode ajudar você a colocar para fora o que está sentindo e como eles são muito autênticos a gente consegue explorar mais esta dimensão, o que ficou muito claro durante as aulas” contou a ministrante.

Oficinas adulto e de Arte-educação

O Festival de Inverno ainda ofereceu a oportunidade de iniciação à arte e à cultura popular. No último dia do evento, além da apresentação da oficina infantil de Cultura Pop, três exposições apresentaram produtos confeccionados durante a semanas em oficinas da categoria adulto.

Etnofotocaiçara

A oficina EtnoFOTOcaiçara que explorou por meio da fotografia a cultura típica da região do litoral do Paraná, ministrada pela antropóloga Simone Frigo e pelo historiador Flávio Rocha, foram um dos destaques. Os estudantes foram até a comunidade para realizar os registros que fizeram parte da mostra, saiba mais.

Almofadas

A confecção de almofadas com temas antoninentes foi o tema da oficina ministrada por Karen Tortato. O resultado final chamou a atenção dos visitantes. O objetivo do curso que ensina como produzir peças por meio da pintura é apresentar uma modalidade de artesanato que possa ser utilizada tanto profissionalmente quanto como hobby. A maior parte dos estudantes são das comunidades de Antonina.

“Eu escolhi alguns símbolos da cidade que eu acho interessantes, gosto muito da Ponta da Pita da Fonte da Carioca. Tem o carnaval, o barreado, fiz uma apostila falando um pouco destes temas e com os modelos desenhados para que possam passar para o tecido” explica a professora.

A moradora do bairro do Batel, Sueli Dobranski Lucas, de 66 anos foi uma das estudantes ela nunca havia trabalhado com pintura mas gostou dos resultados. “Para quem nunca pegou num pincel conseguir produzir alguma coisa é gratificante. Achei importante divulgar as coisas de Antonina, que é uma cidade muito bonita com muitos pontos turísticos.”

Colares

A oficina Expedição ao Planeta Antonina também explorou pontos e temas típicos da cidade, os ministrantes Marcel Fernandes e André Serafin levou os participantes a um passeio para buscar inspiração para a produção de colares.

Detalhes da arquitetura da cidade foi o que mais chamou a atenção da estudante Janaína Carolina Fidêncio da Silva, uma das participantes da oficina. Já a artesã Marciane Oliveira dos Santos baseou suas peças nas cores da cidade “Na rua XV tem aquelas casas antigas coloridas e resolvi me basear nelas”. A técnica utiliza cerâmica plástica que pode ser cozida em fornos de comuns de cozinha o que torna a técnica mais acessível.

Candomblé

Pedro Almeida trouxe para o festival a oficina ‘Ilú, Orin, Ijó Meios de Ensino Aprendizagem e Partilha de Informação no Candomblé’ os participantes apresentaram algumas músicas e danças típicas desta religião. O ministrante explica que o objetivo é compreender como que além da simples oralidade o conhecimento se propaga nestes contextos religiosos.

“Por meio as próprias práticas que existem no candomblé como a dança, os cantigos e os toques, pensando que esse cruzamento das informações servem de base para a propagação dessa cultura, a gente buscou entender o sentido dos conceitos daquela cultura, o que é a água, o ser humano, o amor. É uma forma de estudar na prática”explicou o professor.

Para Almeida estas formas estão cada vez mais presentes na educação “Eu tenho a impressão de que no ensino regular e em outros espaços de transmissão de conhecimento já se está fazendo o que o candomblé faz por natureza que é pegar uma grande gama de dimensões, no caso a musicalidade, a dança, para facilitar a compreensão do conteúdo.”

O evento ainda contou com as oficinas ‘Revista Teatral (Cabaré-Brazil) – Esquetes, Improvisação e Cenas Político-Cômicas, ministrada por Fábio Kinas, que leovu aos estudantes práticas teatrais. ‘Soltinho e Sertanejo: Uma Simbiose entre a Música e as Danças a Dois’, ministrada por Ana de Andrade e Luiz Dalazen sobre algumas formas de dança populares. A oficina culinária ‘Alimentação Baseada em Plantas’, ministrada por Marcel Fernandes e André Serafin. A oficina Cardboard na Economia Criativa, ministrada por Tadica Veiga e Helena Veiga. E a oficina de Arte-educação ‘Contação de História a partir dos Princípios do Teatro de Animação’ ministrada por Fábio Nunes Medeiros.

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