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Mesa redonda discute questão de gênero na UFPR

O debate foi organizado por alunos de Comunicação Social. Foto: Marcos Solivan – Sucom/UFPR

“É importante a universidade tomar para si a temática. Os estudantes precisam se apropriar da questão também. E esse interesse reflete um trabalho que começou muito tímido há duas décadas, por meio de um grupo de estudos, e que, direta ou indiretamente, está rendendo frutos”, disse a professora Maria Rita, que abriu o evento.

Lucas Pierre Paiva, um dos organizadores, conta que a escolha do tema se deu porque ele não é abordado na universidade. “É um assunto importante, mas não é discutido, não tem visibilidade em sala de aula, na universidade ou na educação de uma forma mais ampla”, afirma o estudante.

Camila Prohnann Gonçalves, aluna do 3º ano de Licenciatura em Ciência, do Setor Litoral, veio de Matinhos exclusivamente para participar do evento. Ela desenvolve seu Projeto de Aprendizado do curso voltado para o bullying e a prevenção do suicídio e trabalha a questão de gênero como uma das vertentes dentro desse campo. “Gostei muito da mesa-redonda. Mesmo já estudando o tema e tendo um pouco mais de conhecimento na área, se houvesse mais palestras e debates eu certamente participaria”, disse.

Pilar

A pró-reitora Maria Rita conta que historicamente a UFPR tem algumas iniciativas pontuais de grupos de pesquisa e coletivos relacionados a gênero. Entretanto, o assunto não era uma pauta básica das gestões anteriores: “Quando o atual reitor assumiu, nós trouxemos a questão como um dos pilares para a gestão, dando um status importante para a temática”.  A pesquisadora lembra ainda que a UFPR possui um Grupo de Estudos de Gênero com mais de 20 anos e que tem contribuído para pautar as questões relacionadas ao tema dentro da instituição.

Para o pró-reitor Leandro Gorsdorf, a escolha feita pelos alunos revela a importância do tema no cotidiano deles. “A universidade precisa pensar em temas que são transversai, como gênero, as questões raciais, direitos humanos e outros que afetam toda a comunidade acadêmica. Existe a necessidade de complementar a formação técnica, profissional com esses temas vinculados com a questão de cidadania”, afirma o pesquisador.

Alice Lima, mestre em Comunicação e debatedora no evento, lembra que seu interesse em estudar “gênero” se deu quando começou a observar uma disparidade no seu campo de estudos, as campanhas eleitorais. Ela conta ter ouvido críticas a respeito de abordar num estudo de mestrado uma questão supostamente já superada na sociedade: a de gênero. Mas defendeu que estudos sobre o tema são relevantes e necessários.

A professora Maria Rita reforça ainda  que,  além de questões de relações humanas, discutir gênero impacta também na produção acadêmica, tanto que houve “uma revolução no próprio modo de fazer pesquisa” em torno da temática.

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