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Irmãs assistentes sociais levam alegria e estímulo a pacientes oncológicos no HC

 

Ielsa (à esquerda) e Mônica Tramujas: dedicação para melhorar a vida de pacientes da oncologia no HC. Foto: Samira Chami Neves – Sucom/UFPR

Duas irmãs, a mesma profissão, o mesmo local de trabalho e idêntico empenho em melhorar as vidas daqueles que precisam delas. No Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, não há quem não conheça as assistentes sociais Ielsa e Mônica Tramujas. Lotadas ambas na área de oncologia – Ielsa no ambulatório pediátrico e Mônica no adulto –, elas são incansáveis na busca de alternativas para tornar menos dolorosa a caminhada dos pacientes e de seus familiares.

Mônica Tramujas Sniecikoski está no HC desde julho de 1999. Entre os seus feitos está a autoria do manual de direitos Exercendo a Cidadania, elaborado a quatro mãos com a também assistente social Patricia Hella Xavier e que em 2016 chegou à 9ª edição.Trata-se de um guia para orientar pacientes com câncer ou outras doenças crônicas incapacitantes a respeito de seus direitos e dos benefícios sociais que lhes são garantidos por lei.

Mas a atuação de Mônica vai além. No ambulatório de Hematologia-Oncologia adulto do HC, ela é responsável por vários projetos sociais e culturais.No ano passado, por exemplo, proporcionou uma noite no teatro aos pacientes – e uma delas lhe confidenciou, agradecida, que há mais de um ano não saía com o marido para uma atividade de lazer.

“O objetivo é tirar o foco do tratamento. É permitir ao paciente olhar além da doença”, diz Mônica.

Para realização dos seus projetos ela conta com vários parceiros, tais como a jornalista Vanusa Vicelli, que depois de enfrentar um câncer se tornou ativista de campanhas em prol de pacientes hematológicos. No HC, Vanusa colabora com Mônica no Varal de Lenços, ofertado às pacientes que perdem os cabelos durante o tratamento. Para os homens, há uma chapelaria que dispõe de bonés e chapéus.

 

Aula de yoga para pacientes do ambulatório onde Mônica Tramujas trabalha. Foto: Acervo Unicom/CHC-UFPR

Além disso, uma vez por semana, uma professora voluntária dá aulas de yoga para os interessados.  “Para mim isso é bastante gratificante, sabendo que reflete positivamente no tratamento do paciente”, enfatiza Mônica.Outro projeto, o Bem Faz Bem, promove desfiles de moda e sessões de maquiagem e fotos artísticas, com ensaios no próprio HC, em estúdios ou até em parques de Curitiba. Há também, salões de beleza, clínica de estética, cafés coloniais e restaurantes entre os parceiros que apoiam Monica Tramujas.

A assistente social também transformou o ambiente do ambulatório, localizado no 4º andar do prédio da Urgência e Emergência do HC. “Era um ambiente muito apático”, lembra Mônica, que na época conseguiu doações de quadros e aparelhos televisivos. Hoje, as paredes são todas adesivadas – um trabalho feito com o apoio do instituto Bem Valente e da Imaginarium e que tornou o local mais agradável. “São coisas que contribuem para melhorar a autoestima do paciente”, diz Mônica.

Ielsa

A irmã de Mônica, Ielsa Tramujas, também assistente social, trabalha no HC há 22 anos. Começou em 1994, no ambulatório de hematologia-oncologia adultos.  Depois, passou cerca de15 anos no Serviço de Transplante de Medula Óssea, onde tratou da busca de doadores aparentados e não aparentados, e hoje atende crianças e suas famílias no ambulatório de hematologia-oncologia pediátrica.

Segundo Ielsa, a grande virada em sua vida aconteceu em 2012, quando fazia o mestrado em Saúde e Gestão do Trabalho. A disciplina Promoção da Saúde lhe chamou atenção para atividades além da sua profissão. Por conta disso, a assistente social criou o projeto CriArte, que promove atividades artísticas, culturais e artesanais para os pequenos pacientes que enfrentam o câncer. As crianças passam o tempo fazendo bijuterias, balé, capoeira, literatura e nutrição. “Elas gostam tanto que algumas ficam tristes quando recebem alta hospitalar”, diz a assistente social.

Assim como a irmã Mônica no ambulatório adulto, Ielsa trabalha visando tirar o foco da doença, propiciando atividades lúdicas e de lazer. “Essas atividades colaboram para que as crianças tenham melhor adesão ao tratamento”, diz Ielsa. Ela destaca que enquanto as crianças estão em atividade, as mães ficam disponíveis para tratar de seus problemas com a equipe multidisciplinar do ambulatório. “O projeto também permitiu maior interação entre os profissionais de saúde e os familiares e pacientes”, explica a assistente social. Por sua importância, o projeto já recebeu menção honrosa na Assembléia Legislativa do Paraná.

Crianças do projeto CriArte, liderado por Ielsa Tramujas, apresentam-se na Assembleia Legislativa. Foto: Acervo Unicom/CHC-UFPR

As atividades dos pequenos são intensas. No ano passado, participaram de vários eventos no Hospital, como as comemorações dos 55 anos da instituição. No próximo dia 12, um grupo de crianças fará uma apresentação especial de balé no hall do hospital, homenageando as mães e também os profissionais da enfermagem e da assistência social, que comemoram seu dia.

Por Renildo Meurer

 

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