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Inclusão social, respeito à diversidade e intenso diálogo com estudantes são metas de Maria Rita César na PRAE

Maria Rita: “O maior desafio que temos é trazer para a PRAE a questão da inclusão social de maneira pujante, tendo em vista  a diversidade da nossa comunidade universitária, isto é, indígenas, negros/as, LGBTs, mulheres, surdos/as e os/as portadores de necessidades educacionais especiais, etc”.

A professora-doutora Maria Rita de Assis César, pró-reitora de Assuntos Estudantis da UFPR, não poderia estar em lugar mais adequado. Apaixonada pelo ensino, pela  pesquisa e pelo diálogo sobre temas contemporâneos, ela construiu sua carreira acadêmica fortemente lastreada no aprofundamento de pesquisas sobre questões de extrema relevância como a Educação atual, gênero, Teoria Feminista e diversidade sexual. Nada mais apropriado para quem, como pró-reitora, encara o desafio diário de dialogar permanentemente com estudantes que possuem perfis bem distintos.

Ciente dos desafios de ampliar significativamente as ações da UFPR no campo da diversidade, da inclusão, da permanência dos alunos e ainda de combater duramente toda forma de preconceito – lançados quando participou do grupo que elaborou a plataforma de campanha do reitor Ricardo Marcelo Fonseca e da vice-reitora, Graciela Bolzón de Muniz à Reitoria – Maria Rita revela entusiasmo e otimismo com a tarefa. E anuncia a criação da Superintendência de Inclusão e de Diversidade. “Este órgão será responsável pelo aprofundamento e criação das políticas de inclusão e permanência de alunos/as na UFPR”, explica. Confira, abaixo, a entrevista com a pró-reitora de Assuntos Estudantis da UFPR, Maria Rita César.

 

Qual a sua formação acadêmica?

A minha graduação foi em Biologia, o mestrado e o doutorado em Educação, pela Universidade de campinas (Unicamp). Tenho um pós-doutorado em Filosofia Contemporânea pela Universidade de Paris XII. Realizei este pós-doutorado na área da Filosofia, seguindo minha própria tendência multidisciplinar, para aprofundar as questões relativas aos temas com os quais trabalho nas minhas pesquisas sobre Educação na contemporaneidade e, sobretudo, em  Gênero, Teoria Feminista e Diversidade Sexual.

 

Conte um pouco sobre sua trajetória profissional.

Nunca imaginava que fosse trabalhar com a Educação, ou melhor, com o ensino. Minha formação de graduação na Biologia foi exclusivamente direcionada para a pesquisa  em Genética. Nos anos 80, com a chegada do Projeto Gênero no Brasil, fui bolsista de iniciação científica em laboratórios de Genética na UNICAMP e outras instituições de pesquisa do Estado de São Paulo. Fui uma estudante clássica das universidades públicas brasileiras. Tive bolsa de iniciação científica do CNPq de mestrado, doutorado e de pós-doutorado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior ( Capes). Entretanto, num momento, em razão das inúmeras crises políticas e econômicas dos anos 80, eu fiquei um período sem bolsa. Já licenciada em Ciências Biológicas, para sobreviver longe da minha família, fui dar aulas de Biologia em cursinho pré-vestibular e, em seguida, comecei a lecionar Ciências e Biologia na educação básica, em instituições públicas e privadas. De imediato, eu me apaixonei pelo ensino! Lecionei por seis anos na educação básica, em Campinas e região. Em uma escola pública, um grupo de jovens professores/as, tínhamos o projeto de colocar o maior número possível de alunos/as na UNICAMP, trabalhávamos voluntariamente nos finais de semana, e nossos/as alunos/as eram aprovados nos vestibulares das universidades públicas paulistas. Foi muito gratificante!

 

Como foi seu ingresso na UFPR?

Foi em 1999. Neste período, eu fazia meu doutorado em Campinas e foram muitas noites dentro de ônibus, o que me rendeu algumas hérnias de disco. Primeiro, fiz um concurso para professora substituta, em 1999, cargo que exerci por seis meses. Em 2000, fui aprovada um em concurso publico para professor efetivo para a mesma disciplina que lecionava – Didática Geral.

 

Quais funções você exerceu na Universidade?

Fui chefe do Departamento de Teoria e Prática de Ensino, no Setor de Educação, editora da Educar em Revista – o periódico do Setor de Educação avaliado como A1 pela CAPES. Mais recentemente, fui vice-coordenadora e depois coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPR – o maior do Sul do Brasil.

 

Como foi o processo que levou você a assumir a PRAE?

Eu estava muito envolvida na construção do programa de gestão do professor Ricardo Marcelo Fonseca e da professora Graciela Inês Bolzón de Muniz, de maneira geral, mas sobretudo em relação às questões de inclusão e de diversidade. Naquele momento,  estávamos gestando algo que será criado em breve, isto é,  a Superintendência de Inclusão e de Diversidade, que será responsável pelo aprofundamento e criação das políticas de inclusão e permanência de alunos/as na UFPR. Constituímos  um grupo de professores/as, técnicos/as e estudantes para pensar uma política efetiva de diversidade, inclusão e permanência, além de criarmos uma cultura de combate ao racismo, ao machismos, à LGBTfobia, e a todos os demais preconceitos e violências. Foi neste processo mais avançado das discussões sobre diversidade e permanência que Ricardo Marcelo e Graciela me convidaram para ocupar o cargo de Pró-Reitora de Assuntos Estudantis. Ricardo e Graciela vislumbraram uma PRAE forte e efetiva em relação às políticas de inclusão e permanência de alunos e de alunas, e convidaram a mim, uma professora/pesquisadora feminista para assumir essa missão.

 

Quais são seus maiores desafios no cargo?

Como toda a administração pública nesse momento, são os desafios econômicos. A PRAE tem como uma de suas funções a gestão dos auxílios aos/às estudantes com vulnerabilidade sócio-econômica. Esse recurso vem inteiramente de diferentes fontes do MEC. O nosso maior desafio e atender ao maior número possível de alunos/as. Entretanto, as políticas federais estão nos impondo restrições. Mas a PRAE não atende apenas aos/às alunos/as que recebem estes recursos. Dentro das políticas de permanência, ofertamos uma série de programas de acolhimento e atendimento com profissionais da Pedagogia, Psicologia, assistentes sociais, profissionais desportivos  para que o/a estudante tenha uma vida digna e verdadeiramente cidadã, em um ambiente que combata verdadeiramente todas as formas de preconceito. Assim, os/as estudantes poderão acessar todos os seus direitos para um formação bem sucedida em todos os aspectos da vida. Com efeito, o maior desafio que temos é trazer para esta pró-reitoria a questão da inclusão social de maneira pujante, tendo em vista toda a diversidade da nossa comunidade universitária, isto é, indígenas, negros/as, LGBTs, mulheres, surdos/as e todos/as os portadores de necessidades educacionais especiais, etc.

 

Quais novidades a PRAE reserva para os alunos em 2017?

Mais pontualmente, junto com a Superintendência de Comunicação (SUCOM), foi elaborada a Campanha Trote sem Violência. É fundamental para nós pensarmos o acolhimento dos/as estudantes de forma alegre e digna. É crucial que a dignidade dos/as estudantes não seja ferida e que o respeito seja o ponto máximo desta acolhida. Para esse fim, organizamos na PRAE um canal de denúncia das violências contra calouros/as, para que seja possível efetivar o acolhimento e encaminhamento de denúncias. De modo mais amplo, estamos aprofundando e recriando todas as políticas de permanência para os/as estudantes, como as práticas de acolhida e encaminhamento das demandas da vida estudantil.

 

 

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