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HC participa de Mutirão Nacional de Cirurgia da Criança

Trinta e dois meninos foram atendidos pelo Hospital de Clínicas da UFPR no XI Mutirão Nacional de Cirurgia da Criança, promovido pela Sociedade Brasileira de Pediatria, no último sábado (dia 6). Todas as cirurgias foram de postectomia – remoção do prepúcio, pele que encobre a glande peniana. A intervenção pode ser inevitável em casos intratáveis de fimose, que afeta cerca de 10% da população infantil masculina brasileira.

O professor da UFPR Miguel Agulham, chefe do Serviço de Cirurgia Pediátrica do HC e doutor em Clínica Cirúrgica, afirmou que são realizadas cerca de 50 cirurgias como esta por mês. Portanto, o mutirão possibilitou a realização de 64% das cirurgias de um mês em apenas um dia.  “Em média, o procedimento é feito em 15 minutos. Leva mais tempo para o paciente ser levado ao centro cirúrgico e ser anestesiado do que o ato em si. O mutirão é importante para vencermos a fila de espera, que, atualmente, possui mais de 250 crianças”, ressaltou.

Ele explicou que o menino deve estar seis horas em jejum para ser submetido ao processo e não pode ser portador de doenças graves (cardiopatias ou neuropatias), o que pode ter efeitos comprometedores. “O pós-operatório é desagradável porque a criança continua urinando e deve ter muito cuidado com a higiene peniana: lavar duas vezes ao dia e usar pomadas antibióticas”, esclareceu.

Cirurgia evita problemas

Agulham explica que, caso o paciente opte por não fazer a postectomia, alguns problemas podem decorrer dessa decisão: a pele não se retrai. Consequentemente, ele não consegue efetuar a lavagem peniana; quando não há higienização, o indivíduo está mais propenso a contrair infecções na região; e, se a criança não realizar o procedimento, ao chegar à adolescência ou fase adulta, não conseguirá ter relações sexuais porque o pênis estará fechado.

Dentre as maneiras existentes, o médico citou que a técnica do Plastibell (colocação de um anel plástico e retirada da pele em excesso no prepúcio) foi a mais recorrente no mutirão. “Participar de eventos assim é importante, pois o HC tem duas vertentes: uma é assistencial (atender a população de baixa renda) e a outra é baseada na formação de profissionais que aprenderão o procedimento”, concluiu Agulham.

Mutirão

A organização do mutirão foi valorizada pelos profissionais. Participando pela primeira vez da experiência, a residente em Enfermagem Laura Muller definiu o evento como desafiador. “É bem diferente da rotina da Unidade. Houve bastante parceria entre a equipe médica e de enfermagem, o que possibilitou a identificação das situações em que a cirurgia não pode ser feita. A minha função foi de acolher as famílias e explicar o que seria feito”, relatou.

A iniciativa é promovida desde 2006 pela Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica (CIPE). A CIPE avalia quais cirurgias pediátricas, especialmente ambulatoriais, possuem grande solicitação no Brasil e convoca os centros hospitalares para que sejam feitos mutirões, como aconteceu no mutirão de sábado. (Matéria: Unidade de Comunicação do Complexo Hospital de Clínicas da UFPR. Foto: Serviço de Cirurgia Pediátrica/CHC-UFPR.

 

 

 

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