Estudantes da UFPR contam experiência de intercâmbio durante SBPC jovem

28 julho, 2023
13:16
Por Bruna Soares
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Carrossel

Não é segredo que a experiência universitária ultrapassa os muros da universidade. Em alguns casos, porém, essa vivência consegue chegar a outros países e até mesmo a outros continentes. Durante esta semana, intercambistas de diferentes cursos da Universidade Federal do Paraná participaram de rodas de conversa na 75ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), nas quais contaram as suas experiências dentro e fora do país.  

Mylena Kishi, de 24 anos, foi uma das participantes. A estudante de Psicologia passou nove meses no Japão, onde conseguiu se aprofundar nos conhecimentos da língua e do curso que realiza. A jovem conta que o país deixa saudades, mas que estuda a ideia de voltar para se aperfeiçoar academicamente: “Eu sempre tive bastante interesse em fazer pesquisa. Tenho muito interesse na área acadêmica e, indo para o Japão, consegui ter uma noção do que é a Psicologia lá, como graduação e como pós-graduação, e acho que isso contribuiu bastante para pensar em fazer uma pós lá”, destaca.

A jovem conta que viu no intercâmbio a possibilidade de alcançar os seus objetivos. Foto: Thiago Fedacz

A recém-formada em Psicologia, Raquel Aparecida Sampaio de Almeida, de 26 anos, também viveu uma experiência extracontinental. A jovem fez uma viagem de estudo para a Alemanha, na qual o foco foram os estudos sobre Psicologia do Trânsito. Segundo ela, a ampliação cultural foi o que se destacou: “Eu nunca tive a experiência de ir para outro país e nunca imaginei fazer isso pela universidade. Conheci outra realidade, a cultura de lá, pude ter acesso ao modo como eles produzem e valorizam a ciência. É tão imenso que é difícil descrever, só vivendo para saber mesmo”, conta.

Raquel destaca que os pontos mais marcantes da viagem foram a interdisciplinaridade e a multiplicidade cultural. Foto: Thiago Fedacz

Da Angola para o Brasil

Loy Gonçalves é natural da Angola e faz pós-graduação em Gestão da Informação na UFPR. O estudante conta que a troca entre as universidades brasileiras e angolanas é importante para que as demandas de cada região sejam atendidas a partir de suas particularidades: “A aplicabilidade de determinadas tecnologias tem muito a ver com a realidade local”, afirma.

O pós-graduando ainda destacou que a experiência de parceria entre estudantes e universidades estrangeiras abre portas para entender o modo de se fazer ciência, bem como os percalços existentes no desenvolvimento científico. 

Por fim, Loy enxerga no intercâmbio a possibilidade de conseguir respostas para esses obstáculos que podem se apresentar no seu país: “Por uma questão social, moral e de formação, nós sabemos que devemos aprender com os mais velhos. O Brasil está independente há muito mais tempo que a Angola. Além disso, o ensino superior existe há muito mais tempo no Brasil. Então, temos muito o que aprender com vocês, assim como o Brasil tem muito a aprender conosco”, ressalta. 

O estudante destacou a facilidade no acesso à bibliografias no Brasil. Foto: Thiago Fedacz

Por Thiago Fedacz, com supervisão de Bruna Soares

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