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Estudante da UFPR é vencedora em prêmio nacional com história narrada em audiodescrição

Um pastor alemão atlético e uma mulher em uma sala branca são os personagens principais de uma história movida à sorvete e à busca por uma comunicação que se posicione contra o capacitismo. A acadêmica do curso de Relações Públicas da UFPR, Cecília Nunes de Sá, mostrou que é possível unir tudo isso em um único enredo e foi uma das vencedoras do Escalando o Futuro 2020, iniciativa da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) e de uma rede de fast food.

O objetivo do projeto era encontrar e desenvolver jovens talentos em contar boas história, proporcionando oportunidades de crescimento pessoal e profissional. Após participar de três noites intensas de treinamento com profissionais da comunicação, Cecília pode apresentar sua história e seu projeto, finalista com outros onze competidores. O produto idealizado por ela pode vir a ser implementado na rede de fast food.

 

Ao apresentar sua audiodescrição, acadêmica pediu para os jurados fecharem os olhos e tentou oferecer uma experiência sensorial (Foto: Divulgação/ABERJE)

 

Cecília sensibilizou os jurados ao integrar à sua proposta os valores da diversidade e da inclusão. Ela planejou uma história em quadrinhos para contar como um dos sorvetes mais tradicionais da rede foi criado. Seu enredo envolveu uma personagem com deficiência visual, um cão guia e uma sala branca, pronta para ser transformada num lugar de fantasia.

A acadêmica conta que já vem estudando, para seu trabalho de conclusão de curso, formas de incluir pessoas com deficiência em produtos da comunicação. Por isso, acrescentou à proposta da HQ à ideia de uma narração em libras e um conteúdo em audiodescrição, que explorasse os sentidos. “A ideia é que a HQ fosse disponibilizada junto com uma audiodescrição, para que pudesse haver uma experiência sensorial diferente. A ideia também é se posicionar contra o capacitismo e trazer visibilidade para as pessoas com deficiência nos produtos de comunicação”, explica.

Durante sua apresentação à banca dos jurados, Cecília levou a audiodescrição como um elemento capaz de transportar o ouvinte a um lugar de fantasias e de muitas sensações. Este lugar, uma sala mágica, é onde um sorvete é criado de forma lúdica e divertida. Na sua ideia, a HQ seria impressa para as bandejas da rede de fast food, com um QR Code que agregasse o conteúdo digital.

Para chegar à etapa final, Cecília apresentou um projeto que preenchia quatro critérios estabelecidos para balizar a avaliação dos jurados: criatividade em storytelling, adequação do projeto com a mídia escolhida, relação e envolvimento com a marca e razoabilidade de aplicação. “Avaliamos critérios técnicos, linguagem do texto, a sacada e a originalidade. A maioria dos projetos abordou questões contemporâneas ligadas à sustentabilidade, à inclusão e à diversidade. O nível dos trabalhos foi excelente”, avaliou Hamilton dos Santos, diretor da Aberje.

“No meu TCC, tive que pesquisar muito sobre como as pessoas com deficiência sensorial se comunicam na internet e quais as ferramentas que o digital proporciona para elas”, comenta Cecília. Para ela, uma audiodescricao de qualidade deve trazer sensações. “Foi justamente nesse momento que eu achei que uma história em quadrinhos se encaixaria, porque na HQ muito do que a gente sente e pensa não está desenhado, o que é uma brecha muito grande pra imaginação”.

 

Com informações da Aberje.

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