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Doutoranda em Bioquímica da UFPR é premiada na 24ª Jornada de Jovens Pesquisadores da AUGM

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Imagem: Creative Commons

Iglesias de Lacerda Bezerra , doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Bioquímica da UFPR foi premiada na categoria de Apresentação Oral na 24ª Jornada de Jovens Pesquisadores da AUGM. O evento, organizado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), reuniu estudantes de toda a América Latina entre os dias 24 e 26 de outubro, na cidade de São Pedro, estado de São Paulo.

O trabalho, apresentado na linha de pesquisa de tecnologia e inovação, analisa a qualidade de vinhos pela impressão digital obtida através da caracterização e quantificação dos seus polissacarídeos. Utilizando técnicas de ressonância magnética nuclear e de espectrometria de massa, Bezerra conseguiu caracterizar a estrutura de polissacarídeos extraídos dos vinhos de tinto e branco de marcas nacionais e internacionais, fornecendo uma impressão digital para os vinhos avaliados. Deste modo, a assinatura de cada vinho pôde ser utilizada na análise de adulteração de vinhos. Esta adulteração pode ocorrer, por exemplo, pela inclusão de uma variedade de uva diferente da indicada no rótulo do produto.

Para os vinhos monocastas (que utilizam apenas uma variedade de uva na sua formação), a legislação brasileira permite que 25% da composição venham de outras uvas. Na Europa, este percentual chega a apenas 5%. Em muitas das amostras analisadas pela pesquisadora havia polissacarídeos em concentrações diferentes numa mesma variedade de uva, ou ainda tipos de uva não descritos nas embalagens.

A doutoranda e seu orientador, Guilherme Lanzi Sassaki. Imagem: AspecBio / UFPR

O professor Guilherme Lanzi Sassaki, orientador da pesquisa, explica que a composição dos vinhos – casca, fruto, leveduras, alcoóis, bactérias – dificulta a identificação dos seus compostos, e que este é o grande diferencial da pesquisa. “Grande parte dos trabalhos existentes são voltados para outros componentes. Em relação aos polissacarídeos, esta é uma pesquisa pioneira”.

“Para mim, o resultado foi surpreendente, pois o nível dos demais trabalhos estava muito bom”, relata a doutoranda, que continuará pesquisando sobre o assunto, agora com ênfase nos efeitos farmacológicos do vinho.

Por AspecBio / UFPR

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