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Curso informa sobre elo entre violência doméstica e os maus tratos a animais

O elo entre a violência doméstica e os maus tratos a animais é foco de estudos em todo o mundo. Várias pesquisas, em diversos países, comprovam a relação entre as duas situações. E foi esse o tema de um minicurso ministrado na manhã desta sexta-feira (9),  durante o III Seminário Metropolitano de Educação Ambiental, promovido pela Prefeitura de Pinhais (PR).

O sociólogo Marcus da Silva falou sobre diferentes tipos de violência. Foto: Samira C. Neves/ Sucom

 

A professora Rita de Cassia Maria Garcia, da área de Medicina Veterinária do Coletivo da Universidade Federal do Paraná, orientou o curso, juntamente a médica veterinária Solange Marconcin, da prefeitura de Pinhais, e o sociólogo Marcus Vinícius Cardoso da Silva.  Para uma plateia de cerca de 60 pessoas, em sua maioria estudantes do ensino médio, mas também alguns professores e assistentes sociais, eles apresentaram dados e estimularam o debate sobre violência e vulnerabilidade.  Para atrair a atenção dos jovens, foram utilizados vídeos, músicas com paródias de sucessos populares e letras engajadas no combate à violência, dinâmicas de grupo, entre outras estratégias.

A professora Rita explica que está cada vez mais disseminado o conceito de que os maus tratos a animais devem ser uma preocupação das áreas de saúde, de educação, de assistência social e de segurança pública. Isso porque tudo está interligado. “Um animal de estimação maltratado é um forte indicador de que há uma desorganização nessa família”, orienta.

Aos presentes no curso, a professora Rita apresentou três pontos chaves a serem observados em casos de violência contra animais. Primeiro, que crianças que vivenciam a violência tendem a reproduzir esse comportamento com os animais. Em segundo, que o comportamento infanto-juvenil cruel com animais pode ser um indicador de comportamento antissocial e criminoso no futuro. “Há pesquisas em países desenvolvidos mostrando que 90% dos serial killers começaram suas ações maltratando ou mesmo matando animais”, expõe a professora.  Por fim, ela revelou que o animal muitas vezes é usado como forma de coerção pelo agressor para com sua vítima humana. Assim, maltratar o animal ou impedir que ele seja cuidado é uma forma de demonstrar e manter o poder sobre a vítima.  Daí a importância de observar como os animais são tratados e denunciar situações de maus tratos.

A estudante Nathaly Maia Duarte, 17 anos, aluna do terceiro ano do ensino médio, achou coerente existir um elo entre as situações de violência contra animais e crianças, mulheres ou idosos. “Porém, acho o animal mais vulnerável, pois ele não tem como pedir socorro. Acho bom que os médicos veterinários informem às autoridades sobre agressores não só contra os animais, mas sobre as famílias deles também”, analisou ela, que também está fazendo um curso de Auxiliar de Veterinário.

O III Seminário Metropolitano de Educação Ambiental aconteceu nos dias 8 e 9 de junho, na Secretaria Municipal de Educação de Pinhais.

 

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