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Cineasta norte-americano fala sobre preservação de elefantes para estudantes de Medicina Veterinária

Cineasta Tim Gorski falou para estudantes da UFPR. Foto: Rodrigo Juste Duarte

Conhecido pelo trabalho como ativista em defesa dos direitos de elefantes, o cineasta Tim Gorski falou nesta sexta-feira (6) no campus Agrárias da UFPR sobre os desafios para a preservação do animal. No ano passado, Gorski recebeu uma série de premiações pelo documentário ‘Como me tornei um elefante’ (www.howibecameanelephant.com), que narra a jornada de uma mulher e uma adolescente de 14 anos empenhadas em proteger animais da espécie dos maus- tratos e do comércio ilegal.

“Na África, 40 mil elefantes são mortos por ano unicamente para a extração de marfim para uso em materiais de decoração”, diz Gorski. “Se o índice for mantido, serão extintos da África em dez anos.” Atualmente morando em Taiwan, o norte-americano veio ao Brasil para participar da IV Mostra Internacional de Cinema pelos Animais, realizado no último fim de semana na Cinemateca de Curitiba. Na ocasião, ‘Como me tornei um elefante’ recebeu o Oscar, prêmio concedido aos melhores filmes da mostra.

Tim trouxe em elefante inflável para o Setor de Ciências Agrárias. Foto: Rodrigo Juste Duarte

A atuação do cineasta segue a mesma linha do trabalho realizado no Brasil pelo Laboratório de Bem-Estar Animal (Labea), do Departamento de Zootecnia da UFPR. Em 2009, por demanda do Ministério Público, o Labea ficou responsável pelo laudo que atestou maus-tratos contra uma elefanta de um circo que passava por Curitiba. O animal foi resgatado e vive hoje em um santuário no zoológico de Itatiba (SP). “Sabemos que elefantes passam por situações de privação no mundo todo”, diz a médica veterinária Carla Molento, coordenadora do Labea.

Antes da palestra, Tim Gorski destacou a importância de falar para uma plateia de estudantes. “Como minha geração cometeu muitos erros, acredito ser de nossa responsabilidade dar aos jovens informações que possam ser usadas como ferramentas para resolver os problemas que nós criamos.”

No momento, Gorski trabalha na produção de outros dois documentários. Um deles sobre o mercado de extração de marfim de elefantes na África e na China e outro sobre uma orangotango, resgatada na Indonésia, que durante muitos anos foi usada por homens como escrava sexual. “Uma história terrível”. Sobre a situação do tratamento dado aos animais no Brasil, Gorski diz não estar muito familiarizado. “Posso dizer que é melhor do que o de muitos países, mas pior do que o de muitos outros.”

Elefante inflável no Setor de Ciências Agrárias. Foto: Rodrigo Juste Duarte

A palestra teve apoio da organização não-governamental norte-americana Elephant Voices, que trouxe para o campus da UFPR um boneco inflável de uma elefanta em tamanho real.

Texto de Célio Yano

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