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Chuvas, seca e alerta à biodiversidade: Carlos Nobre analisa riscos da mudança climática no programa Coalizão UFPR pela Década dos Oceanos

Um dos mais respeitados cientistas do país e um dos principais pesquisadores sobre a Amazônia no mundo é o convidado da terceira edição do programa Coalizão UFPR pela Década dos Oceanos. Carlos Nobre, que, entre outras coisas, é um dos autores de um relatório sobre mudanças climáticas agraciado com um prêmio Nobel, em 2007, tem dedicado seu tempo a defender a urgência de se frear os efeitos adversos do aquecimento global. “Negar o aquecimento global é equivalente ao terraplanismo“, adverte.

O programa irá ao ar na próxima quarta-feira (4), às 19h15, no canal da Coalizão no Youtube. As entrevistadoras, professora Renata Hanae Nagai, coordenadora do Laboratório de Paleoceonografia e Paleoclimatologia, e Camila Domit, coordenadora do Laboratório de Ecologia e Conservação, ambas da UFPR, estarão disponíveis para interagirem com a audiência no chat, durante a transmissão. 

Imagem de skeeze por Pixabay

Nobre se destaca por ser um estudioso da Amazônia e por ter liderado importantes projetos relacionados às mudanças climáticas nacionalmente. Para ele, é importante levar aos cidadãos a informação de que o oceano tem total relação com o clima – e é um dos ambientes mais difíceis de se recuperar quando o assunto são as oscilações térmicas. Isso porque, segundo ele, o tempo de ajuste da graduação térmica na superfície do oceano pode variar entre 20 a 30 anos. “Há um dado chocante de que uma pequena diferença de 1,5 pra 2 graus na temperatura do Oceano pode significar a  extinção de recifes e corais tropicais”, explicou. 

O professor utiliza evidências e explicações científicas para associar, por exemplo, os fenômenos metereológicos a um planeta mais quente. Segundo ele, uma atmosfera mais quente e úmida pode levar o planeta a chuvas intensas e a secas intensas e prolongadas. Os combustíveis fósseis são os grandes responsáveis pelo fenômeno. “Também já temos a certeza de que o fenômeno do aquecimento global também é causado por nós, é antropogênico”, disse. “Não podemos mais atrasar as respostas de mitigacão“, alertou. 

Explicações físicas também fizeram parte do alerta do cientista, que relembrou seus tempos de estudante, quando aprendeu, em demonstrações do professor, que a água aquecida ocupa mais espaço em uma garrafa. Nobre usou a analogia para explicar o efeito do aumento da temperatura no mar no nível das águas. Além disso, uma temperatura mais alta também influencia nos volumes de precipitação, o que causaria um efeito na biodiversidade marinha, alerta também registrado pela bióloga Camila Domit: “a ocorrência, a abundância e a reprodução da fauna e da flora são reguladas pela temperatura do ar e do mar”, lembrou. 

Para Renata, que estuda as condições ambientais no oceano por meio da investigação da composição química e das associações de foraminíferos obtidos em testemunhos marinhos, é preciso agir e repensar as ações cotidianas, além de buscar respostas e ações junto ao poder público. ” Os impactos e os efeitos disso são inevitaveis para o oceano, para vida marinha, para vida do planeja para as nossas vidas e das gerações futuras”, pontuou. 

Acesse aqui o link desta edição e clique em “Definir lembrete”, assim você receberá a notificação pouco antes da estreia.

 

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