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Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas, UFPR e HC retomam Programa Dedica e lançam campanha “Conecte-se Ao Que Importa“

Salco, com Luci: "Estou certo que a sociedade será grata pelos resultados positivos que o projeto trará”. Imagem?: Samira Chami Neves.
Salco, com Luci: “Estou certo que a sociedade será grata pelos resultados positivos que o projeto trará”. Imagem: Samira Chami Neves.

A Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas, a UFPR e o Complexo Hospital de Clínicas aproveitaram a passagem do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, hoje, para lançar duas iniciativas de grande importância para a sociedade.

Em parceria com o Governo do Estado, a Prefeitura de Curitiba, o Ministério Público do Paraná e o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, anunciaram a reativação do Programa Dedica (Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente) e o lançamento da campanha “Conecte-se Ao Que Importa”.

Inédita no Brasil, a parceria entre estas organizações tem duplo objetivo. Primeiro, retomar o atendimento, pelo Dedica, de crianças e adolescentes vítimas de agressão doméstica, de violência ou de abuso sexual. O atendimento foi suspenso em 2014 e será retomado no segundo semestre deste ano, com recursos do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente de Curitiba. O serviço vai operar em uma casa próxima ao HC que será reformada e estará em plena atividade, diariamente, já em setembro com uma equipe multidisiciplinar de profissionais especializados no tema.

Uso abusivo da tecnologia

O segundo objetivo das organizações, por meio da campanha “Conecte-se Ao Que Importa”, é conscientizar a sociedade sobre a importância de os pais darem mais atenção aos seus filhos e combaterem o excesso do uso de aparelhos eletrônicos e das redes sociais tanto por eles quanto pelas crianças e adolescentes.

A pediatra e psicanalista Luci Pfeiffer, que durante dez anos atendeu às crianças e adolescentes no Dedica, será a coordenadora do programa. Ela lamentou o uso abusivo da internet pelas crianças e adolescentes, com ou sem o apoio dos pais – a chamada “violência virtual”. “Nós não queremos que estas crianças acabem sendo atendidas pelo Dedica. Precisamos de parceiros para multiplicar esta campanha e evitar que isto aconteça”, comentou.

A preocupação das organizações com o tema se baseia nos números. Pesquisa divulgada pela AAHC hoje aponta que 66% das crianças com idade entre três e cinco anos já sabem brincar com jogos de computador, mas apenas 14% conseguem amarrar os cadarços dos próprios calçados. 83% delas se sentem traídas pelos pais que dedicam tempo exagerado aos aparelhos eletrônicos. Como resultado da exposição exagerada à internet e aos aparelhos eletrônicos, as crianças podem apresentar problemas graves como déficit de atenção, obesidade, privação do sono, atrasos cognitivos e introspecção.

União de esforços

Mulinari (à direita, com Olympio): "É um privilégio para a UFPR participar desta iniciativa". Imagem: Samira Chami Neves.
Mulinari (à direita, com Olympio): “É um privilégio para a UFPR participar desta iniciativa”. Imagem: Samira Chami Neves.

O vice-reitor da UFPR, Rogério Mulinari, disse que é um privilégio para a Universidade Federal do Paraná participar da iniciativa. “Em vários momentos, tivemos dificuldades na execução do projeto, mas os momentos de crise foram superados, possibilitando-nos levar adiante este projeto tão importante”, comentou, ao lado do superintendente do Complexo HC, Flávio Tomasich, que elogiou a retomada do programa. “Tenho  certeza que esta união de esforços só poderá trazer frutos positivos”.

O presidente da Associação dos Amigos do HC, Euclides Scalco, disse que o projeto  tem grande relevância social. “Eu faço este trabalho com paixão. Estou certo que a sociedade será grata pelos resultados positivos que ele trará”, comentou. O procurador de Justiça do Ministério Público do Paraná Olympio de Sá Sotto Maior Neto também elogiou as duas iniciativas. “O que temos hoje é um evento de cidadania importante para as crianças e adolescentes e para a sociedade”, disse.

O presidente Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, Leandro Nunes Meller, também destacou as ações que serão tomadas. O evento teve ainda as participações da superintendente da AAHC, Maria Elisa Ferra Paciornik, e da presidenta da Fundação de Ação Social da Prefeitura de Curitiba, Márcia Oleskovicz Fruet.

UFPR TV apóia iniciativa

O Dedica começou a funcionar no ambulatório do Hospital de Clínicas com seis voluntários. A equipe cresceu e, mais tarde, passou a ter doze profissionais de várias áreas do conhecimento. Apenas entre 2008 a 2014, foram atendidos 5239 pacientes – 3754 na Psicanálise/Psicologia, 1068 na Pediatria e 417 na área Jurídica.

A UFPR tem várias frentes de apoio ao Dedica. Além do HC, a UFPR TV também apóia o projeto desde o início e, paralelamente à sua reativação, vai apresentar retrospectiva especial com os melhores programas já exibidos sobre o projeto: https://ufprtv.wordpress.com/category/sem-brincadeira/.

 

Aurélio Munhoz

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