Com nove décadas de vida e múltiplas formações, Azor José Dalabona transforma experiência em objeto de estudo e mantém o aprendizado como projeto contínuo
Aos 90 anos, Azor José Dalabona está na fase final de mais um trabalho acadêmico. O atual desafio é concluir o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do MBA em Gestão de Talentos e Comportamento Humano da Universidade Federal do Paraná (UFPR), mais um entre os muitos diplomas que já acumulou ao longo da vida.
Nascido em Curitiba em 1936, Azor cresceu em uma época atravessada pelas marcas da Segunda Guerra Mundial. Entre as memórias mais vívidas da infância, guarda a rotina de acordar de madrugada para comprar pão, no tempo em que o trigo era escasso, e o automóvel da família funcionando com carvão, em um período em que o combustível faltava.
Ainda adolescente, começou a trabalhar por iniciativa própria. Aos 14 anos, tornou-se balconista no armazém do tio. A entrada no mundo do trabalho veio cedo, mas não interrompeu o caminho acadêmico. Dois anos depois, passou a atuar na empresa de construção civil do pai, conciliando as demandas da firma com os estudos.
A graduação em Engenharia Química, concluída em 1961, surgiu quase por acaso: sua primeira opção no vestibular era Engenharia Civil, mas a aprovação veio na segunda escolha. O que parecia circunstancial tornou-se a base de uma carreira marcante no abastecimento de água e saneamento.
Em 1965, nomeado pelo governo do Paraná, passou a atuar no então Departamento de Água e Esgotos, responsável pelo abastecimento em diversas cidades do estado. Poucos anos depois, com a criação da Sanepar, assumiu funções centrais no sistema de tratamento de água.
Foi nesse período que decidiu cursar a segunda graduação: Administração. O objetivo era aprimorar os conhecimentos em gestão de pessoas para conduzir melhor as equipes sob sua responsabilidade. Formou-se em 1970.
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