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Pinhas gigantes vão gerar 500 mudas de araucária

As quatro pinhas maiores e a normal (a esquerda)
As quatro pinhas maiores e a normal (a esquerda)

Na busca constante pela melhor qualidade da produção dos pinhões, o professor Flávio Zanette, da Universidade Federal do Paraná, recebe contribuições de colegas e produtores de várias partes do país. A mais recente chegou do município de São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul: quatro pinhas bem maiores que o normal. Juntas, somam 23 quilos, sendo que a maior delas chega a pesar sete quilos. São de uma araucária que produz anualmente cerca de 30 pinhas com tamanho excepcional. Para se ter uma ideia, uma pinha normal pesa cerca de três quilos.

“Em 30 anos de estudos sobre a araucária, buscamos selecionar matrizes que produzam pinhas maiores, com pinhões também mais graúdos que o habitual. Já temos nove linhagens dessas matrizes diferenciadas na UFPR que foram enxertadas”, explica ele. Ao identificar na natureza matrizes de alta qualidade, o pesquisador pode cloná-las, preservando seus aspectos genéticos, ou plantar os pinhões, gerando mudas. O objetivo, tanto num caso quanto noutro, é permitir a reprodução de indivíduos com maior capacidade e qualidade de produção.

Aqui uma comparação do tamanho entre uma pinha selecionada e a comum
Aqui uma comparação do tamanho entre uma pinha selecionada e a comum

Com as quatro pinhas que recebeu do produtor gaúcho e mais uma com as mesmas características que chegou de Lajes (SC) , Zanette pretende produzir cerca de 500 mudas, que serão doadas à população em Curitiba e que, ao se reproduzirem na natureza, ajudarão a melhorar a qualidade dos pinhões da região.

Diferença de tamanhã de pinhões normais (nas pontas) e os das pinhas grandes (ao centro)
Diferença de tamanhã de pinhões normais (nas pontas) e os das pinhas grandes (ao centro)

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