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Seminário lança programa de apoio à educação aberta no Paraná

O evento reuniu servidores de várias instituições. Imagem: Marcos Solivan

Na manhã desta segunda-feira, dia 24, o Auditório Ulysses de Campos, do Setor de Ciências Sociais Aplicadas da UFPR recebeu o I Seminário de Educação Aberta, que faz parte da Semana de Integração das Tecnologias e Educação Aberta do Paraná (Siteap). O evento abre a série de atividades, que vão até a próxima sexta-feira, dia 28, e são promovidas por uma parceria da UFPR com a UTFPR, IFPR e a Secretaria de Educação do Estado do Paraná (Seed-PR). A ocasião marcou o lançamento do Programa Paranaense de Práticas e Recursos Educacionais Abertos (REA Paraná).

Participaram da mesa de abertura o reitor e o vice-reitor da UFPR, professores Zaki Akel Sobrinho e Rogério Mulinari, o pró-reitor de Graduação e Educação Profissional da UTFPR, Maurício Alves Mendes, e da UFPR, Maria Amelia Sabbag Zainko, a coordenadora de Integração de Educação a Distância da UFPR, Marineli Méier, o coordenador de Tecnologia na Educação da UTFPR, Henrique Oliveira da Silva, e outros membros de ambas as instituições que também estão envolvidos no REA Paraná. O projeto pretende usar as plataformas de armazenamento e compartilhamento de produção científica que já existem nas universidades (no caso da UFPR, o SiBi – Sistema de Bibliotecas) e também desenvolver novos sistemas para disponibilizar conteúdo de licença aberta para pessoas de todo o mundo.

Para a professora Marineli, que está à frente do REA Paraná ao lado do professor Silva, esta articulação entre as duas instituições é muito importante pois trata de temas atuais na prática acadêmica e tecnologias muitas vezes ainda não usadas em sala de aula. “Temos a responsabilidade de envolver a academia na educação básica. Não apenas produzir, mas também utilizar o que as maiores universidades do mundo já disponibilizam”, conta, referindo-se a conteúdos que podem ser acessados online e utilizados em pesquisas e para complementar métodos de ensino. Segundo ela, é necessário que haja esta chamada para a discussão do tema no Paraná. O IFPR já demonstrou interesse, mas ainda não é conveniado ao programa; há o desejo que esta e outras instituições de ensino superior também se envolvam. “Estamos na era das tecnologias e a prática docente precisa inovar”.

Tendência mundial

O REA Paraná acompanha uma movimentação internacional em torna da educação aberta por meio da qual universidades renomadas já estão compartilhando sua produção acadêmica e até mesmo cursos à distância completos e gratuitos. “O que fazemos é encarar o conhecimento como um bem público”, explica Silva, que ressalta ser necessário criar uma cultura também para os estudantes acessarem o conteúdo produzidos por instituições de ensino reconhecidas. “Isto é a democratização do ensino”.

A professora Marineli e o professor Silva são os responsáveis pelo REA Paraná. Imagem: Marcos Solivan

“Esta parceria vai nos permitir colocar o pé no presente e também projetar melhorias para o futuro”, espera a professora Maria Amélia, que elogiou a iniciativa de unir duas IFEs, especialmente para discutir educação. “A universidade pública não pode prescindir dessa sinergia”, concorda Mendes. Segundo ele, que na ocasião representou o reitor da UTFPR, Carlos Eduardo Cantarelli, o que nós chamamos de novas tecnologias já não são novas e as gerações atuais exigem esta expertise dos professores. “Não se deve criar um material de aprendizagem para ficar guardado em uma gaveta ou para ser usado por uma única turma”.

O professor Mulinari reforçou a ideia de que é preciso encarar a educação como um bem maior para a sociedade e considera que abrir mão do direito autoral para compartilhar conteúdo em plataformas abertas é uma estratégia importante. Além disto, os membros da mesa também chamaram atenção para a relevância da formação continuada dos educadores, para que se mantenham atualizados com o que há de mais avançado. “Qualquer revolução nessa área será pelos educadores”, afirma o reitor, que lembra que a procura pelos cursos de licenciatura não é maior principalmente em função da baixa valorização dos professores – refletida na remuneração e na atenção que se dá à capacitação destes profissionais. “Os alunos já usam a tecnologia no processo educacional, nós não podemos ficar correndo atrás. Temos que superar o modelo ultrapassado de sala de aula e avançar cada vez mais usando estas plataformas de disseminação de conteúdo”, conclui.

As inscrições estão esgotadas, mas o evento tem transmissão online ao vivo. Os links podem ser encontrados neste endereço.

Por Jéssica Maes

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