Projeto de docentes da UFPR e UFBA recebe prêmio da Fundação Carlos Chagas

24 novembro, 2022
11:40
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Ciência e Tecnologia

 

Neste 25 de novembro de 2022, a professora do curso de Letras-Italiano e do PPGLetras-UFPR, Paula Garcia de Freitas, receberá em parceria com a docente de mesma área, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Cristiane Maria Landulfo, o “12ª Prêmio Professor Rubens Murillo Marques” da Fundação Carlos Chagas (FCC), em cerimônia remota via seu canal no Youtube. Elas elaboraram o projeto “@Meninas e mulheres na literatura: escrita diaspórica em língua italiana, conexão de redes, de saberes e formação docente” que se refere a um curso de 30 horas, ministrado remotamente, no ano de 2021, durante a pandemia, para o público em geral com mais de 600 seguidores nas redes sociais. O prêmio da FCC objetiva valorizar experiências educativas na formação de professores para a educação básica.

“Estou muito orgulhosa deste projeto. Ele foi realmente um divisor de águas na minha carreira, uma mudança de chave”, destaca a professora Paula que propôs o curso. Ela explica que o propósito foi mostrar a literatura escrita em italiano para a comunidade externa de forma introdutória na língua italiana, utilizando algumas palavras e abordando temas específicos relacionados ao racismo, o que significa ser negro, as resistências em perspectiva decolonial e intercultural. O curso foi ministrado em português. A cada livro trabalhado com os participantes, as professoras apresentavam o contexto histórico, os aspectos decoloniais, a literatura feminina. “Ao ler os livros, também fui me identificando e chorando as minhas dores. É difícil se ver negra na academia. Foi um crescimento pessoal para mim também’, conta a professora Paula.

Ela elaborou as técnicas didáticas do curso em uma abordagem multimodal. Ao longo das aulas, aplicava e analisava os resultados entre os alunos com atividades iniciais de apresentação e, no decorrer, de aprofundamento sobre as temáticas envolvidas e o desenvolvimento de pesquisas a respeito. “Montamos um laboratório para testar as técnicas de ensino e observar os seus efeitos, por exemplo, se os alunos eram capazes de responder às questões, os tipos de textos que escreviam, qual a sua compreensão sobre os temas abordados”, relata.

A professora Cristiane, da UFBA, foi a responsável pela parte teórica dos estudos decoloniais nas perspectivas do que foi o colonialismo italiano; as colônias italianas na África e na Índia e suas realizações. E ainda os sentidos para o racismo na Itália e seus efeitos na atualidade no intuito de desenvolver nos participantes do curso uma postura potencialmente decolonial e intercultural na possibilidade de olhar o outro com empatia e respeito às suas identidades, à sua história. A literatura escolhida foi a feminina em abordagem decolonial que questiona o eurocentrismo e sua desqualificação aos sujeitos coloniais, provocando novas formas de analisar a história.

As bolsistas foram responsáveis por divulgar o projeto, articular as redes da UFBA e UFPR no Instragram, elaborar o layout da página na internet, preparar os conteúdos  e as atividades do curso em período de pandemia. E os cursistas, como destaca a professora Paula, observaram o quanto o nosso país ainda é preconceituoso à partir de epistemologias outras, como a África, a Índia, a Itália e o próprio Brasil.

(Fonte: assessoria PPGLetras)

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