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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ


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Professores de nível médio aproveitam as férias para desenvolver pesquisas em Biologia na UFPR

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Pela segunda vez nesse ano os laboratórios do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade Federal do Paraná foram abertos a professores de Biologia de nível médio de escolas públicas e privadas de Curitiba e municípios da Região Metropolitana. Durante uma semana 25 professores participaram do curso de Biologia Molecular e Genômica que tem a proposta de democratizar a ciência, incentivando os professores a ministrar aulas mais criativas e que possam estimular o gosto dos jovens pela pesquisa na área de ciência.
Segundo o professor Emanuel Maltempi de Souza, um dos coordenadores do curso, de nada adianta as universidades terem seus pós-doutores apenas dentro das instituições”. É necessário sair e repassar esses conhecimentos”. O primeiro curso voltado a professores do ensino médio foi em janeiro e em ambos houve fila de espera. Nesta etapa, com aulas de 4 a 8 de julho, houve 100 inscrições para 25 vagas. Como as aulas práticas são realizadas nos laboratórios, não há espaço para mais pessoas, explica o coordenador. Diante da procura o critério estabelecido foi a ordem de inscrição. Para esse ano não estão previstos novos encontros como esse que acaba de ser realizado, mas são feitas visitas em escolas.

professor Emanuel Maltempi de Souza, coordenador do projeto. Foto: Leonardo Bettinelli
professor Emanuel Maltempi de Souza, coordenador do projeto. Foto: Leonardo Bettinelli

Como tarefa final do curso, os participantes precisam elaborar um projeto que seja desenvolvido na sua escola e essa etapa é acompanhada pelos pesquisadores da UFPR, que levam um laboratório móvel composto por 10 equipamentos em que é possível realizar todas as etapas do DNA. Geralmente são feitos os exames genéticos de vegetais. O professor Emanuel explica que os aparelhos foram adquiridos com recursos do INCT (projeto de Fixação Biológica do Nitrogênio ao custo de R$ 50 mil), já com a proposta de desenvolver ações com vistas à popularização da ciência. Nesta semana as aulas práticas são no Colégio Estadual Anibal Khury Neto, e m Curitiba e até dezembro mais quatro colégios serão visitados pelos pesquisadores da UFPR.

BANCO DE DADOS
Depois de participarem de palestras sobre genoma, processos de duplicação e preparo do DNA, biotecnologia, biologia molecular, aplicação da bioinformática no estudo dos genomas, entre outros assuntos, os professores foram participaram de uma atividade prática que tratou da identificação de uma proteína a partir a partir da sequência do gene e a determinação da filogenia a partir de genomas bacterianos. “Temos a possibilidade de trazer o abstrato para o concreto”, explicou o professor Luiz Fernando Gonzaga do Colégio Marista, que viu no curso a possibilidade de utilizar novas ferramentas em sala de aula e aumentar a curiosidade dos seus 280 alunos.
Animada com as novas perspectivas do segundo semestre, também estava a professora Rosicler de Oliveira de Toledo que ministra aulas para 500 alunos na Escola Estadual Humberto de Alencar Castelo Branco, em Pinhais. Explicou que os conteúdos da semana de curso vão enriquecer muito as próximas aulas, já que não tinha ideia da importância do DNA e das proteínas na nossa vida. “São informações que vou trabalhar em sala com meus alunos”.

professores de nível médio aprendem identificar proteínas. Foto: Leonardo Bettinelli
professores de nível médio aprendem a identificar proteínas. Foto: Leonardo Bettinelli

Outra professora que saiu empolgada após ter reciclado seus conhecimentos durante as férias, é Maristela Fernandes Dallabona, da Escola Estadual Paulo Freire, também em Pinhais. Definiu o curso como o começo de um efeito dominó, em que motivada irá passar o entusiasmo aos seus alunos. “Um dos maiores desafios é motivar meus estudantes a continuar seus estudos após concluir o ensino médio. “Saio daqui com a certeza que eles podem chegar ao nível de ensino superior e é isso que vou explicar a eles, através das experiências que aprendi e que será possível aplicar no laboratório da escola. De acordo com a professora, a escola em que atua está inserida em uma região carente e a maior parte dos estudantes acredita que não terá condições de cursar um curso superior, em função das condições econômicas.

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