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Pesquisadores da UFPR desenvolvem tecnologia promissora para detecção rápida da dengue

 

Pesquisadores do grupo BioPol, dos Departamentos de Química e de Bioquímica e Biologia Molecular da UFPR, realizaram um estudo promissor e potencial para o diagnóstico da dengue de maneira rápida, e economicamente acessível.

O imunochip é um sensor baseado na tecnologia das microbalanças de cristal de quartzo e é capaz de detectar a presença de moléculas do antígeno NS1 para a dengue no soro sanguíneo. “No nosso trabalho, modificamos a superfície do sensor desse equipamento, tornando-a capaz de detectar antígenos do vírus da dengue”, explica Cleverton Luiz Pirich, que desenvolveu a pesquisa que deu origem ao imunochip durante seu doutorado na UFPR.

“Outros métodos convencionais empregados costumam demorar mais de 30 minutos, podendo chegar a mais de 4 horas para se obter o resultado. Se contar o tempo de preparo de amostra e a necessidade de mão de obra especializada, issoo pode ser ainda maior. O que não é o caso do imunochip, que pode ser manipulado, depois de desenvolvido, mesmo por pessoas com pouco treinamento no equipamento e não necessitar de muitos preparos quanto à amostra do paciente”, conta o pesquisador.

Custo menor

Além da agilidade no diagnóstico, o imunochip proporciona economia. O custo por análise deverá girar em torno de R$ 2 a R$ 10, estimam os pesquisadores. Com outras tecnologias, o custo varia bastante, podendo chegar aos R$ 300 por análise, explica a professora Maria Rita Sierakowski, orientadora de Pirich.

Apesar de ter sido desenvolvido com o objetivo de dar o diagnóstico mais acessível para dengue, o imunochip tem potencial para ser usado na detecção de outras doenças. Ainda poderá ter outras aplicações ambientais e na área da saúde, como, por exemplo, auxiliar na detecção de moléculas contaminantes presentes em água e alimentos.

“No nosso trabalho foi estudado o potencial do desenvolvido de um biossensor com baixo custo e praticidade para o diagnóstico, não somente da dengue, mas, ao modificar a superfície dos cristais piezoelétricos aplicar para outros propósitos, como a detecção de outras doenças. Isso, aproveitando um equipamento com grande potencial, mas que até então não era tão utilizado, devido a alguns problemas que, em nosso trabalho, conseguimos melhorar”, afirma a professora.

O estudo ainda encontra-se em estágio inicial e é resultado da pesquisa de doutorado de Cleverton Luiz Pirich, sob orientação da professora Maria Rita Sierakowski, e da parceria com três outros pesquisadores: Rilton Alves de Freitas, Roberto Mauel Torresi e Guilherme Fadel Picheth, foi publicado no periódico Biosensors and Bioelectronics.

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