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Para onde vai o lixo orgânico dos Restaurantes Universitários da UFPR?

 

Volume dos resíduos que sobram nas bandejas e panelas é de 2000 litros por dia. Imagem: Heloisa Nichele.
Volume dos resíduos que sobram nas bandejas e panelas é de 2000 litros por dia. Imagem: Heloisa Nichele.

Café da manhã, almoço ou janta. Três são os caminhos para uma refeição saudável em qualquer um dos Restaurantes Universitários (RUs) da UFPR em Curitiba. Saber para onde são encaminhadas as sobras de alimentos e demais dejetos orgânicos é um tipo de pergunta que já deve ter povoado a mente de muitos integrantes da comunidade acadêmica da Universidade. A missão a partir de agora é desvendar esse paradeiro.

Há quatro unidades dos RUs na capital, que contam com quadro administrativo próprio, responsável por todas as operações, inclusive a composição nutricional dos cardápios. Os Campi do Politécnico, das Agrárias e do Botânico são os felizardos, juntamente com o RU Central, localizado em frente à Reitoria, na esquina das ruas Amintas de Barros com a General Carneiro. Segundo a nutricionista Lucyanne Correia, responsável pelo setor de nutrição dos RUs, o volume dos resíduos que sobram nas bandejas e panelas é de 2000 litros por dia, sendo metade proveniente do Politécnico. Vale ressaltar que a capacidade instalada dos RUs é de entregar 12 mil refeições por dia, sobretudo de segunda à sexta.
Mas o que é feito com esse material residual? O óleo vegetal usado é recolhido por uma empresa, a LB Ambiental, que faz o tratamento do resíduo, retornando à Universidade sabão, detergentes e utensílios de limpeza vindos da reciclagem. “Tudo sem custo à UFPR”, garante Lucyanne Correia.

Já os restos de alimentos têm, na agricultura familiar, a sua última parada. Uma família de produtores rurais, suinocultores, regularizada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), recebe as sobras dos RUs para processamento desse descarte para fins de alimentação dos animais. “Inclusive a separação dos guardanapos é realizada antecipadamente para não se misturar aos resíduos orgânicos”, conta Bernardo Villanueva, da coordenação administrativa do RU. A própria Universidade dispõe de unidades especializadas e grupos de pesquisa versados na proteção do meio ambiente e no desenvolvimento sustentável. Não há dúvidas de que esses atores poderiam articular parcerias institucionais no gerenciamento de resíduos.

Parceiros próximos. Parceiros possíveis

A UFPR conta com a Divisão de Gestão Ambiental (DGA), fundada em 2002, ligada diretamente ao Gabinete da Reitoria. O DGA é um órgão que lida com tudo que envolve o cuidado ao meio ambiente no âmbito da Universidade e, entre outras coisas, com a destinação dos resíduos produzidos pela UFPR. Regina Zanelatto, bióloga e gestora ambiental responsável pelo DGA, destaca que parte do lixo gerido pelo órgão é recolhido pela prefeitura de Curitiba, mas que a própria Universidade teria condições de tratar o resíduo com maior eficiência do que o executivo municipal. “A tendência é evitar o envio. Há projetos aqui dentro para lidar com os resíduos”, comenta.

No que diz respeito a esses projetos, o Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento em Energia Autossustentável (NPDEAS), localizado no Centro Politécnico, poderia ajudar no acolhimento aos dejetos dispensados. E ainda poderia contribuir de outras formas, seja gerando biogás a partir da degradação da matéria orgânica ou até mesmo biodiesel, vindo do óleo de microalgas. Há também a possibilidade de incinerar o material não reciclável, tratando o resultado da incineração nos reatores de microalgas — o que aumenta o potencial das algas em gerar biodiesel e reutilizar a água que fez parte do processo. Parece complicado? Não quando explicado por André Mariano, gerente de programas do NPDEAS. “Poderíamos pegar o óleo de cozinha dos RUs e transformar em combustível, pois dispomos de projeto autossustentável em energia, sem utilizar o que vem da rede”, sintetiza.
Às vezes, as boas ideias e soluções estão mais perto do que a gente imagina. (Fonte: Jornal Laboratório do curso de Jornalismo da UFPR – Reportagem: Gabriel Snak – Edição: Monique Portela)

https://medium.com/@jornalcomunicacao/para-onde-vai-o-lixo-org%C3%A2nico-dos-restaurantes-universit%C3%A1rios-da-ufpr-1a219b7841e8#.erqxqhal4

 

 

 

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