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Internet do futuro: Redes sem fio melhoram cuidados com a saúde

Pesquisas pretendem melhorar a comunicação entre máquinas em sistemas de cuidados da saúde.
Pesquisas pretendem melhorar a comunicação entre máquinas em sistemas de cuidados da saúde.

Cada vez mais, máquinas conectadas à internet são usadas para melhorar os cuidados com a saúde, segurança, conforto e qualidade de vida. Na área da saúde, dispositivos móveis e sensores usam a comunicação sem fio para enviar informações que podem ser usadas para apoiar importantes decisões.

Por exemplo, um dispositivo pode ser usado para monitorar a saúde de um paciente cardíaco e enviar um alerta com a sua localização em caso de ataque cardíaco. Ou ainda, em caso de acidentes, hospitais podem receber dados sobre o estado de um paciente, e assim se preparar adequadamente para sua chegada.

Na Universidade Federal do Paraná, o grupo de pesquisa em Redes Sem Fio e Redes Avançadas (NR2), parte do Departamento de Informática, atua nas áreas de redes móveis, redes de sensores e outras redes e sistemas. O grupo estuda soluções para os desafios das redes sem fio e suas aplicações, que devem ser seguras e confiáveis, já que em muitos casos são usadas para a transmissão de informações privadas.

Michele Nogueira, professora do Departamento de Informática da UFPR e pesquisadora do NR2, proferiu a palestra de abertura do Primeiro Workshop Internacional em Avanços Recentes no Projeto e Implantação de Redes Corporais sem Fio para Aplicações de Tempo Real e de Cuidados com a Saúde, que aconteceu em Las Vegas, no dia 9 de janeiro.

Em sua palestra “Are we ready to intimately rely on wireless and mobile health care?” (Estamos prontos para confiar profundamente em cuidados com a saúde sem fio e móveis?), Michele explorou a evolução dos sistemas sem fio e móveis voltados aos cuidados com a saúde, e discutiu os principais desafios em projetar sistemas confiáveis para essa área e novas abordagens para enfrentar esses desafios. Além disso, a professora apresentou os resultados de sua pesquisa conduzida na UFPR.

O evento tratou de redes corporais, que são formadas pela interligação de vários dispositivos, usados dentro ou fora do corpo, com aplicações como monitoramento de batimentos cardíacos, gerenciamento de liberação de medicamentos, entre outras.

A comunicação entre máquinas pode sofrer interferências que comprometem a informação oferecida, incluindo ataques premeditados. “Nós queremos diminuir interferências, mitigar vulnerabilidades que podem ocorrer nessa transmissão”, explica Michele.

 

Diagnóstico online

A professora explica que já existem aplicativos que auxiliam no diagnóstico de doenças de pele ou dos olhos, por exemplo. Por meio de um acessório conectado ao smartphone, uma pessoa pode capturar imagens de seus olhos e enviá-las para um médico, que então examina as imagens para detectar irritações e outros problemas.

“Com isso é possível diminuir custos e o uso de recursos do hospital, por exemplo”, afirma Michele. Outra vantagem, especialmente para idosos, é que o paciente não precisa se locomover até um hospital ou clínica, em primeiro momento.

Dispositivo desenvolvido por estudantes para detectar ataques epilépticos. Foto: divulgação.
Dispositivo desenvolvido por estudantes para detectar ataques epilépticos. Foto: divulgação.

Em 2014, um grupo de estudantes de graduação em Ciência da Computação da UFPR desenvolveu o protótipo de um sistema para detectar ataques epilépticos. Menor do que uma caixa de fósforos, o sensor monitora movimentações do braço do paciente. As informações colhidas pelo sensor podem ser enviadas a qualquer computador conectado.

Além de serem usadas para monitorar a saúde de pacientes específicos, os dados coletados por dispositivos como esses podem compor uma base de dados que pode ser usada para análises estatísticas da saúde da população. “Fazendo a correlação desses dados, é possível ver como uma doença está evoluindo na sociedade”, diz Michele. Dessa maneira, ações públicas podem ser tomadas, por exemplo, para prevenir ou conter o avanço de uma doença na população.

 

Por Helen Mendes

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