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Ensino, pesquisa e extensão na mesma direção: 7ª Siepe é aberta com estímulo à reflexão sobre um conhecimento integrado e relevante

A 7ª Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFPR (Siepe) teve início na noite desta segunda-feira (05). No Teatro da Reitoria, reuniram-se alunos e professores interessados em conferir a abertura de mais uma edição do evento que integrou a produção acadêmica da Universidade, mostrando que o tripé de ensino, pesquisa e extensão é possível sim de ser trabalhado de forma conjunta e focada em um mesmo fim: contribuir para o desenvolvimento de nossa região, estado e país.

Teatro da Reitoria novamente recebe a abertura do evento, iniciado há sete anos de forma inovadora no país. FOTOS: Ana Assunção
Teatro da Reitoria novamente recebe a abertura do evento, iniciado há sete anos de forma inovadora no país. FOTOS: Ana Assunção
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Grupo de alunos e professores do campus de Jandaia do Sul veio especialmente para o evento na capital

Para a coordenadora da 7ª Siepe, professora Dione Menz, a intenção desta edição foi expandir a relação dos estudantes com as principais preocupações da sociedade atual. “Precisamos sim apresentar nossa produção, mas também nos preocuparmos em refletir sobre temas que estão atingindo toda a sociedade, como a violência, as migrações, as drogas, entre tantos outros. É essa realidade que impulsiona nossas ações formativas, extensionistas e de pesquisa”, avalia a coordenadora.

Durante a abertura, a pró-reitora de Extensão e Cultura, Deise Picanço, reforçou aos estudantes a importância de se pensar a produção acadêmica com uma abordagem interdisciplinar, interativa e voltada a impactos sociais factíveis. “Ao produzir conhecimento que interaja dialogicamente com a sociedade, estaremos produzindo um conhecimento de fato relevante. Assim também estaremos ampliando e estimulando a melhoria da qualidade da educação”, acredita a pró-reitora.

A opinião é compartilhada pela pró-reitora de Graduação em exercício, Maria Lúcia Accioly. Para ela, proporcionar oportunidade maior para inclusão e integração das áreas significa reflexo imediato no próprio currículo dos cursos e no perfil do profissional formado. ” Com isso trazemos a realidade para dentro das salas de aula, que não mais se definem entre paredes e sim se caracterizam como aberturas para o mundo. Esta é a universidade cidadã”, afirma.

Em tempos de novos comportamentos, desafio da universidade também pode ser otimizar as comunicações
Em tempos de desafios, alunos precisam saber aproveitar sua vivência na universidade, afirmou o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação

O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Edilson Silveira, complementa a ideia, ressaltando o quanto é fundamental o compromisso dos estudantes durante seu período na Universidade. “É preciso que vocês aproveitem ao máximo seu tempo aqui e se envolvam com a vida acadêmica, reconhecendo e desenvolvendo suas melhores capacidades. Dentro do universo de mais de 30 mil alunos de graduação e 6 mil de pós-graduação, precisamos que esses trabalhos inscritos para apresentação se multipliquem a cada ano, a fim de despertar ainda mais as vocações e retribuir à sociedade com nossos melhores frutos”, instiga.

Aliás, o dever de retorno à sociedade do financiamento e da credibilidade investidos na educação pública foi o ponto central da fala do reitor Zaki Akel Sobrinho durante a cerimônia de abertura. Para ele, a iniciativa que propôs há sete anos, a fim de provocar maior integração entre os conhecimentos, não foi tarefa fácil devido às especificidades de cada área. Mas foi missão compreendida pelo corpo docente e encampada pelos alunos, com resultado transformador. “É para isso que serve a universidade. Para sermos transformados e transformadores. Não precisamos de uma Academia que se prenda a suas salas, e sim que discuta o que está acontecendo na sociedade, que abra pontes cada vez mais largas para as comunidades, que dialogue com os movimentos sociais, com o setor produtivo, que reconheça o valor da memória, da verdade e da justiça. Aqui é o lugar do debate; não vazio, mas com conteúdo e com retorno justo do tanto que aqui receberam”.

Para o reitor Zaki Akel, ensino, pesquisa e extensão devem estar em sinergia para produção de conhecimentos que de fato retribuam à sociedade o investimento que fazem na educação pública
Para o reitor Zaki Akel, ensino, pesquisa e extensão devem estar em sinergia para produção de conhecimentos que de fato retribuam à sociedade o investimento que ela faz na educação pública

Além do reitor e dos pró-reitores, também estiveram presentes na solenidade o diretor de Desenvolvimento Tecnológico dos Institutos Lactec, Alessandro Zimmer, e o presidente do Centro de Integração Empresa-Escola do Paraná(CIEE-PR), Arwed Kirchgässner. A presença de avaliadores do CNPq – que estarão conferindo os trabalhos apresentados durante a programação – e um grupo de alunos e professores vindo do campus de Jandaia do Sul especificamente para o evento, também mereceu destaque na solenidade.

Até a noite desta quarta-feira (07), serão apresentados cerca de 2 mil trabalhos produzidos pelos estudantes em ensino, pesquisa e extensão. Aproximadamente 250 bancas são responsáveis pela avaliação dos trabnalhos que serão premiados ao fim do evento.

Desafios

Professor uruguaio estimulou os estudante e pensarem no peso que tem o compromisso da universidade pública com o desenvolvimento mais humano e sustentável da sociedade
Professor uruguaio e ex-reitor da Universidad de la República Uruguay, Rodrigo Arocena fez palestra de abertura estimulando os estudante e pensarem no peso que tem o compromisso da universidade pública com o desenvolvimento mais humano e sustentável da sociedade

Para abrir o tema desta edição “Ensino, Pesquisa e Extensão: a Universidade em Tempos de Desafios”, o professor uruguaio Rodrigo Arocena Linn, doutor em Estudos sobre Desenvolvimento e ex-reitor da Universidad de la República Uruguay.

Personalidade intelectual reconhecida no Uruguai, o professor conseguiu falar à plateia de maneira bastante informal e interativa sobre um tema que tem preocupado cada vez mais o Brasil e a América Latina. Para ele, na região, a universidade pública possui um papel muito mais amplo que no restante do mundo. O peso dessa tradição que impõe grande compromisso e responsabilidades à educação pública agora ganha novos desafios com a atual crise mundial. Como pensar o ensino, a pesquisa e a extensão em favor de um propósito único de enfrentamento às dificuldades, aproveitamento das oportunidades e desenvolvimento mais humano e sustentável? As respostas ficaram para quem acompanhou de perto provocações, ideias e todo o conhecimento do professor Rodrigo Arocena.

Para não perder detalhes da programação da 7ª Siepe, acesse www.siepe.ufpr.br. Além da apresentação de trabalhos, mesas-redondas e palestras discutirão temas como bioética, direito autoral, álcool e drogas, violências  e fenômenos migratórios. Nos dias 8 e 9 de outubro, o campus de Palotina é quem recebe o evento.

Confira o álbum completo da abertura oficial da 7ª Siepe!

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