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Engenharia Civil funda a Alcance, 25ª Empresa Júnior da UFPR

Integrantes do Grupo Inicial da Alcance e alunos de Engenharia Civil. Foto: Arquivo Alcance
Integrantes do Grupo Inicial da Alcance e alunos de Engenharia Civil. Foto: Arquivo Alcance

Acaba de ser lançada na UFPR a 25ª Empresa Júnior, a Alcance, que reúne alunos de graduação da Engenharia Civil. A apresentação dos objetivos e valores da Empresa, aos dirigentes e estudantes do curso, contou também com uma palestra do ex-aluno Caio Bonatto, cofundador da Tecverde, iniciada em 2009 também como empresa júnior, quando o palestrante ainda cursava Engenharia Civil na Instituição.

O evento, realizado na última terça-feira (5), reuniu no auditório da Administração, no Centro Politécnico, o reitor Zaki Akel, o vice-reitor Rogério Mulinari, o diretor do Setor de Tecnologia Horácio Tertuliano dos Santos Filho, com o coordenador do curso Julio Gomes, além de professores e alunos dos diversos períodos da Engenharia Civil.

Caio Bonatto apresentou aos participantes do lançamento da Empresa Júnior as experiências vivenciadas por ele e por colegas, quando da criação da Tecverde, empresa essa considerada modelo, referência, pelos atuais criadores da Alcance. Bonatto, que se formou na UFPR em 2010 falou dos desafios enfrentados como são exemplos a falta de recursos financeiros, espaço físico e equipamentos, além da inexperiência para tratar de questões legais para atuação no mercado.

Os desafios, no entanto,contou ele, “foram aos poucos superados porque o grupo inicial da Tecverde tinha um sonho: contribuir no processo de mudança, alterando o cenário da construção civil, ou seja, fazendo com que a área se tornasse mais sustentável e industrializada”. Segundo Caio, o setor ocupa o terceiro lugar entre os mais poluidores, perdendo apenas para as áreas automobilísticas e de energia. Responde, também, por 40% da emissão de gás carbônico no mundo.

Cultura do brasileiro

Caio Bonatto, da Tecverde, apresenta experiências aos alunos da Engenharia Civil. Foto: Leonardo Bettinelli
Caio Bonatto, da Tecverde, apresenta experiências aos alunos da Engenharia Civil. Foto: Leonardo Bettinelli

Para alcançar resultados positivos e conquistar prêmios nacionais e internacionais foi fundamental, explica o ex-aluno da UFPR, levar em consideração a cultura do brasileiro em termos de moradia; reduzir a mão de obra em 75%; o volume de resíduos em 85%; o prazo de conclusão da obra passou a ser três vezes menor. Caio destaca que também foi reduzida a emissão de gás carbônico em 80%; além da economia de 50% em energia, graças ao isolamento térmico e acústico.

Todas essas ações permitiram que “além da contribuição para que o meio ambiente seja mais sustentável, constatamos ganhos na questão do tempo e, consequentemente, na redução econômica do empreendimento. Hoje conseguimos instalar no terreno uma casa popular no prazo de três horas. Já uma residência de alto padrão levamos cerca de três meses para entregar aos nossos clientes”, comemora Caio Bonatto. Esses desafios no entanto, ressalta ele, “não teriam sido vencidos se o grupo não tivesse mantido firme o espírito criativo, resiliente, o gerenciamento adequado e muito trabalho e dedicação”.

Regulamentação no Conselho

Dirigentes da UFPR prestigiam lançamento oficial da Empresa Junior.Foto: Leonardo Bettinelli
Dirigentes da UFPR prestigiam lançamento oficial da Empresa Junior.Foto: Leonardo Bettinelli

Durante a cerimônia de apresentação da Alcance Empresa Júnior, o reitor Zaki Akel comunicou aos fundadores e demais estudantes que passam por processo seletivo para se somarem ao grupo inicial, que em breve será apresentado nos conselhos superiores da UFPR uma legislação específica para regulamentar o funcionamento das 25 empresas juniores existentes, bem como, as que foram criadas futuramente. Zaki destacou a importância da regulamentação desta atividade porque ao mesmo tempo que o aluno aprende fazendo, ele também representa a UFPR junto ao mercado produtivo, ongs, etc. Para os estudantes e para a Universidade é bom que garantias legais sejam asseguradas.

Segundo Guilherme Henrique Pereira, estudante de engenharia civil e um dos seis fundadores da Alcance, esta Empresa Júnior pretende ser um espaço para complementação da formação acadêmica e para desenvolvimento do empreendedorismo. Isto porque, os alunos passarão por todas as etapas, que vão desde a captação de clientes até o processo de planejamento e execução das ações. “Será uma oportunidade rica de aprendizado”, ressalta o estudante. O grupo – formado também pelos alunos Larissa Pagnussat, Henrique Vieira, Deise Naomi Suekane, Alexandre Wolf e Felipe Brasso – destacou, ainda, o papel social das atividades (plantas de edificações, projetos elétricos e hidráulicos entre outros) pois a ideia é atender pessoas físicas sem capital, com preços reduzidos.

O professor Cristóvão Fernandes, um dos apoiadores da criação da Alcance, cujas atividades serão supervisionadas por docentes do curso, defende a ideia de que a Universidade, por ser pública, tenha o compromisso de retornar à sociedade o investimento financeiro que faz na sua manutenção. Por isso, a intenção é atender entidades filantrópicas, ongs, etc.

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