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UFPR participa do Pacto Nacional Universitário pela Promoção do Respeito à Diversidade, da Cultura da Paz e dos Direitos Humanos

Um grupo de representantes da UFPR participou hoje na Assembleia Legislativa, em Curitiba, do lançamento do Pacto Nacional Universitário pela Promoção do Respeito à Diversidade, da Cultura da Paz e dos Direitos Humanos.

Signatária do pacto, a UFPR criou o Comitê de Implantação do Pacto Universitário. O grupo será presidido pela professora-doutora Melina Fachin e terá o envolvimento das pró-reitorias e de setores da UFPR que já atuam na defesa dos direitos humanos. O comitê consolida compromisso assumido no lançamento do pacto, em novembro, quando a UFPR se dispôs a desenvolver ações no ensino, na pesquisa e na gestão para o enfrentamento da violação de direitos humanos na comunidade acadêmica.

Pela UFPR, participaram do lançamento do pacto a professora Melina Fachin e os pró-reitores de Cultura, Leandro Gorsdorf; e de Assuntos Estudantis, Maria Rita César. O evento reuniu ainda a secretária nacional de Cidadania do Ministério da Justiça e da Cidadania, Flavia Cristina Piovesan; e a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação, Ivana de Siqueira.

Estado pioneiro

O Paraná é o primeiro Estado a aderir formalmente ao pacto. São 44 instituições de ensino superior e organizações que assumiram o compromisso de levar adiante a iniciativa do Ministério da Educação e do Ministério da Justiça e Cidadania para promover a educação em direitos humanos no ensino superior. O objetivo da medida é superar a violência, o preconceito e a discriminação por meio de atividades educativas e valorização dos Direitos Humanos.

Flávia Piovesan afirmou que o País vive um momento delicado, com o recrudescimento do discurso do ódio no Brasil e no mundo todo. Para combater essa situação, ela aponta a força catalizadora dos Direitos Humanos, do diálogo e das atitudes construtivas, acima das ideologias e das divergências partidárias. “Temos um conjunto de normas a nos guiar. E é papel fundamental das universidades fomentar a tolerância e o respeito pelo outro através de pesquisas, extensão, gestão e convivência comunitária, com campanhas continuadas, criação de canais permanentes e mecanismos capazes de monitorar o cumprimento dessas medidas”.

Ivana de Siqueira destacou a adesão do Paraná ao pacto, até agora o Estado com o maior número de adesões registradas, e frisou que o objetivo da iniciativa conjunta dos ministérios é construir e reconstruir a cultura da paz e dos direitos humanos na área de ensino. O governo iniciou a convocação das organizações para participarem do processo no dia 24 de novembro do ano passado, mobilizando e mobilizou, até agora, 204 instituições. “Precisamos enfrentar os altos índices de violência, intolerância e preconceito existentes nos ambientes universitário que atingem principalmente negros, indígenas e homossexuais”, afirmou.

Termo de compromisso

O presidente da Comissão de Educação da Casa, Hussein Bakri, fez um relato sobre o preconceito contra imigrantes. O presidente da Comissão dos Direitos Humanos e da Cidadania, deputado Tadeu Veneri (PT), saudou o pacto como “iniciativa efetiva junto com as universidades”. Péricles de Mello (PT), presidente da Comissão de Cultura e coordenador do Conselho Parlamentar pela Cultura da Paz (Compaz), fez um breve histórico do problema e referiu-se de forma enfática à importância da tolerância e do diálogo.

No final, representantes das instituições paranaenses que estão aderindo ao pacto assinaram um termo de compromisso. Entre elas, a UFPR, a Pontifícia Universidade Católica (PUC/PR), a Unicuritiba, a Universidade Positivo (UP), a Universidade Tuiuti, a Universidade Estadual de Londrina (UEL), a Universidade Estadual de Maringá (UEM), a Unicentro, a Unioeste, a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia, o Grupo Dignidade e a Polícia Militar do Paraná. Ao todo, neste primeiro momento, 44 instituições subscreveram o pacto nacional.

O evento atendeu a uma proposição conjunta da Comissão de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; da Comissão de Direitos Humanos e da Cidadania; da Comissão de Educação; da Comissão de Defesa dos Direitos da Juventude; e ainda do Conselho Parlamentar pela Cultura da Paz – CONPAZ. Essa proposição foi firmada pelos deputados Chico Brasileiro (PSD), Hussein Bakri (PSD), Paulo Litro (PSDB), Péricles de Mello (PT), Tercílio Turini (PPS) e Tadeu Veneri (PT). (Assessoria De Comunicação da Assembleia Legislativa, com SUCOM da UFPR)

 

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