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Estreia: Paranaguá recebe Festival de Inverno da UFPR

Festival de Inverno em Paranaguá - foto:Marcos Solivan
Festival de Inverno em Paranaguá – foto:Marcos Solivan

No domingo, 16 de julho, foi o dia de Paranaguá estrear no Festival de Inverno da UFPR. O grande destaque das atividades na cidade foi a participação dos museus da universidade na organização do evento.

O Museu de Arte da UFPR levou ao festival a oficina “Patrimônio Cultural – Workshop em Educação Patrimonial e os pontos de memória de Paranaguá “. Os participantes puderam aprender um pouco sobre preservação do patrimônio cultural e arquitetônico da cidade. Com o clima bom o grupo fez um passeio pelas ruas da cidade litorânea guiado pela museóloga Lidiane do Nascimento Silva e pelo Produtor Cultural, Ronaldo Santos Carlos, e puderam conhecer os principais monumentos da cidade.

Festival de Inverno em Paranaguá - foto:Marcos Solivan
Festival de Inverno em Paranaguá – foto:Marcos Solivan

“A história de Paranaguá está muito ligada a sua paisagem arquitetônica e essa paisagem foi tombata pelo IPHAN [Patrimônio Histórico e Artístico Nacional] em 2009 a gente vai retratar um pouco disso, buscando despertar o interesse da população local e visitante sobre o patrimônio edificado em seu entorno e mostrar como a Educação Patrimonial pode ser um meio ideal de conscientização e preservação do patrimônio” explica Lidiane que guiará os participantes pelo passeio.

Ronaldo também trouxe ao público um pouco do patrimônio artístico da cidade, que durante muitos anos foi o mais importante centro comercial da região, recuperando a memória de artistas importantes que tiveram suas histórias cruzadas com a de Paranaguá, nomes como Alfredo Andersen, Guido Viaro, Miguel Bakun, Willilan Michaud, Iria Cândida Correia, a primeira artista reconhecida nascida no Paraná, Jean-Baptiste Debret, entre outros.

Confira algumas fotos dos monumentos:

Arqueologia e Etnologia

A sede do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR em Paranaguá foi o centro das atividades na cidade. A equipe do museu convidou os visitantes para participar do jogo interativo “Encontro das Araucárias” com temática indígena ambientada no Paraná, que narra o conflito entre Tupinambás e Guaianás que buscam evitar um confronto por meio do diálogo.

Também esteve na programação o lançamento e sessão de autógrafos do livro “Paisagem Sonora do Boi de Mamão Paranaense: uma Geografia Emocional”, da professora e pesquisadora Beatriz Helena Furlanetto, lançado pela Editora UFPR. Também foi destaque ligada à exposição “Deuses qeu Dançam”.

Clássica

A programação fechou com a apresentação da obra Requiém para W. A. Mozart, do Coro da UFPR, que trouxe a composição do famoso músico vienense em uma belíssima apresentação.

Exposições

Festival de Inverno em Paranaguá - foto:Marcos Solivan
Festival de Inverno em Paranaguá – foto:Marcos Solivan

O museu mantém aberto durante o festival três exposições ‘Assim Vivem os Homens – Cultura Popular’, ‘Corpos e Objetos da Amazônia’ e ‘Deuses que Dançam’. Confira:

Assim Vivem os Homens – Cultura Popular

A mostra “Assim vivem os homens” aciona memórias, valoriza os atos do dia-a-dia, os costumes, mas também fala de sonhos e de imaginação. Esculturas cujas temáticas abrangem as atividades festivas, cotidianas e imaginárias do povo brasileiro. Bruna Portela , curadora da exposição, explica que o critério de curadoria que foi selecionado são obras potentes, capazes de transmitir ao público a força poética da nossa arte popular.

Corpos e Objetos na Amazônia

Festival de Inverno em Paranaguá - foto:Marcos Solivan
Festival de Inverno em Paranaguá – foto:Marcos Solivan

A exposição explora — através de peças, fotografias e animações — a relação entre corpos e objetos no pensamento dos indígenas das Terras Baixas da América do Sul, em um percurso pelos objetos de povos como os Kayapó, Ka’apor ou Mamaindê. Muitos desses são usados para enfeitar os corpos e transformá-los, como por exemplo os adornos plumários, colares ou perfuradores. Outros, como as máscaras, têm a capacidade de tornar presentes os “corpos dos espíritos”. Alguns, até mesmo podem ser considerados, eles próprios, “corpos” de seres ancestrais.

Deuses que Dançam

O evento é parte de uma parceria entre o MAE e o curso de Licenciatura em Artes da UFPR Litoral que pretende oportunizar o contato da população com elementos provenientes da cultura do Candomblé, a partir da representação material de suas Divindades. A proposta da exposição é dotar os Orixás de “visualidade material”, permitindo assim o contato do público com elementos da religião, como as danças e músicas de seus rituais e celebrações.

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