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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ


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Educação do campo é tema de encontro no Dia do Professor

Participantes cantam durante Dia D Educação e Encontro dos Sem Terrinha. Foto: André Filgueira

Nesta quarta-feira (15), dia do professor, a Universidade Federal do Paraná recebeu centenas de crianças e adolescentes que vivem em áreas de reforma agrária em todo o estado. Eles vieram participar do XI Encontro Estadual dos Sem Terrinha, que neste ano acontece junto ao V Dia D Educação, evento promovido pelo Setor de Educação da UFPR, de14 a17 de outubro.

A união dos dois eventos, organizada pela parceria entre o Setor de Educação da UFPR e do Setor de Educação do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) do Paraná, tem o objetivo de oferecer aos futuros educadores do Curso de Pedagogia e das Licenciaturas uma formação vinculada aos processos educativos da prática social, assim como possibilitar aos alunos do campo, os Sem Terrinha, o acesso aos espaços educativos da Universidade.

A abertura do evento aconteceu pela manhã no Teatro da Reitoria, com apresentações artísticas e uma mesa-redonda com o tema “O direito à educação: a Educação do Campo em tempos de exclusão”.

Mesa de abertura do evento. Foto: André Filgueira

A coordenadora do evento e professora do Setor de Educação da UFPR, Sônia Schwendler, deu as boas vindas ao grupo, e falou sobre a importância de receber os estudantes no espaço da universidade. “Nós temos que sonhar que um dia todos vocês possam fazer parte desta ou de outra universidade, e também trazer o conhecimento do campo, para transformar o conhecimento que se produz na universidade”, disse Sônia.

A diretora do Setor de Educação da UFPR, Andrea Caldas, lembrou que a semana em que se comemora o dia dos professores sempre é um tempo de debates e de reflexão na universidade. Na terça-feira (14), a diretora de Currículos e Educação Integral da Secretaria de Educação Básica do MEC (Ministério da Educação), Clarice Salete Traversini, fez uma palestra sobre a Base Comum Curricular Nacional, parte da programação do Dia D Educação.

“Nós temos nos pautado pela questão da formação de professores, tema da palestra de ontem, e também pela questão do direito à educação. E neste ano, vamos discutir uma das pautas fundamentais atualmente, que é o direito à educação no campo”, afirmou a diretora. Muitos avanços já foram feitos nessa área, segundo Andrea Caldas. “Nós já tivemos um curso de especialização em Educação do Campo. A UFPR também foi a primeira universidade a adquirir produtos da reforma agrária para os restaurantes universitários, o que é importante para a sustentabilidade da agricultura familiar.”

Participaram também da mesa de abertura o vice-diretor do Setor de Educação da UFPR, Marcus Levy Bencostta; Maria Izabel Grein, especialista em educação do campo e membro do Setor de Educação do MST; Marlei Fernandes, do APP Sindicato; e Hamilton Serighelli, secretário para Assuntos Fundiários do Paraná.

Mesa-redonda

A especialista em Educação do Campo Maria Izabel Grein se tornou professora aos quinze anos. Segundo ela, ninguém queria dar aulas no interior; “quem sabia ensinava quem não sabia”. Maria Izabel defende o acesso à educação para as pessoas que vivem do trabalho no campo, e trabalha em uma proposta pedagógica, com a comunidade, que atenda essa realidade. “A educação no campo não se opõe à educação na cidade. Ela é uma educação contextualizada em um espaço, um tempo e uma situação”, defendeu.

Marlene Ribeiro, professora da Faculdade de Educação da UFRGS, também participou da mesa-redonda, e falou sobre a conquista do direito à educação das famílias camponesas.

Oficinas

Crianças participam de oficina no Prédio da Reitoria. Foto: Ana Assunção

Durante a tarde, no prédio da Reitoria, as crianças e adolescentes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra participaram de diversas oficinas, com temas como dança, brinquedos e palhaço.

Os alunos estavam animados com as atividades. Segundo a professora Ângela Lisboa Gonçalves, que chegou a Curitiba nesta madrugada com dez alunos de Cascavel, as crianças nem quiseram dormir, tamanha a empolgação. Ela conta que a escola onde leciona sofre com falta de estrutura. “Não temos luz, algumas salas não têm quadro-negro, faltam coisas básicas. Quando chove, não temos condições de ter aula, porque os ônibus não chegam pela estrada de terra”, lamentou.

A programação continua até sexta-feira para os estudantes, que vão conhecer pontos turísticos de Curitiba, fazer uma marcha, e uma visita ao zoológico.

 

Veja mais fotos do Dia D Educação neste link.

Por Helen Mendes

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