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Doutoranda da UFPR participa de congresso nacional de literatura de fantasia

A doutoranda deve apresentar sua tese em maio. Imagem: Arquivo pessoal
A doutoranda deve apresentar sua tese em maio. Imagem: Arquivo pessoal

A literatura fantástica, que ganhou tantos adeptos por meio de best sellers, ocupa as estantes dos amantes do tema há muito tempo. Uma destas fãs é Greicy Pinto Bellin, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Paraná na área de Estudos Literários, que participou, nos últimos dias 30 de março e 1 de abril, do congresso “Vertentes do fantástico no Brasil: tendências da ficção e da crítica”. O evento foi realizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e a pesquisadora apresentou um trabalho comparativo sobre Edgar Allan Poe e Machado de Assis, tópico que faz parte da sua tese de doutorado – a ser defendida neste mês de maio.

Na ocasião, foram discutidos: as faces do gótico no Brasil e no mundo; o fantástico na literatura infanto-juvenil; insólito e alteridade; insólito na literatura, no cinema e nas artes plásticas; literatura fantástica de expressão francesa; e insólito na narrativa de autoria feminina. O congresso é organizado por professores e pesquisadores que fazem parte do grupo Vertentes do Insólito Ficcional, surgido em 2011. “O trabalho deles é muito interessante porque se organiza no sentido de fomentar a discussão sobre o fantástico nacional, que ocupa uma posição bem modesta no cenário literário mundial”, diz.

Além de abordar um dos gigantes da literatura brasileira, sua pesquisa também aborda autores internacionais de grande importância. “Minha tese trata das relações de confluência entre Poe, [Charles] Baudelaire e Machado de Assis dentro da perspectiva dos estudos sobre a modernidade”, explica. “Ao longo de quatro anos de pesquisa, montei um corpus de textos destes três autores a fim de estudar as representações do sujeito, da identidade e da metrópole modernas. Não estou pesquisando especificamente o fantástico, mas, como a comparação entre o Poe e o Machado é pertinente ao tema, resolvi levar esta reflexão para o Rio de Janeiro quando surgiu a oportunidade de participar do encontro”.

Estudando superficialmente o fantástico há mais de dez anos, a doutoranda conta que seu interesse pelo assunto cresceu ainda mais quando descobriu que Machado de Assis também trabalhava com este tipo de narrativa. “Estudar o tema é muito interessante porque permite o alargamento de perspectivas no campo da literatura comparada”, aponta. Sua intensão é continuar se aprofundando no campo em um futuro pós-doutorado.

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