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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ


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FEDERAL DO PARANÁ

Curso aborda o uso de técnicas de biotecnologia em saúde animal

Prof. Marcelo Molento (azul) e Prof. Amicar Arenal (laranja) com grupo de alunos do curso de nanotecnologia em Saúde Animal
Prof. Marcelo Molento (azul) e Prof. Amicar Arenal (laranja) com grupo de alunos do curso de nanotecnologia em Saúde Animal

Pesquisadores de vários lugares do Brasil e também de Cuba participam esta semana de um curso de Nanotecnologia em saúde animal. O objetivo do curso é abordar o problema dos parasitas nos animais e o desenvolvimento da resistência destes organismos. Assim, os professores vão abordar o efeito de nanopartículas como nova terapia contra estes parasitas. São responsáveis pelo curso os professores Marcelo Beltrão Molento orientador dos programas de Pós-graduação em Ciências Veterinárias e de Microbiologia, Parasitologia e Patologia, juntamente com o pesquisador, Prof. Amilcar Arenal da Universidade de Camaguey em Cuba. Ambos desenvolvem projetos em parceria desde 2012, orientando oito alunos entre mestrado e doutorado. Participam deste curso, que termina nesta sextap-feira (23) doutorandos da UFPR nas áreas de Medicina Veterinária, Bioquímica, Patologia e também do Rio Grande do Sul, São Paulo e Cuba.

O professor Marcelo Molento, do Laboratório de Doenças Parasitárias da UFPR, afirma que hoje, com a visão de Saúde Única, temos a possibilidade de abordar zoonoses (doenças comuns entre humanos e animais) de alto risco, com técnicas inovadoras e de alta complexidade. Na produção animal, a ocorrência de parasitos é mundial e causa severas perdas aos animais e para a economia local. Ele enfatiza que, muito embora o custo do tratamento parasitário não seja alto, muitos produtores não adotam medidas razoáveis de controle, prejudicando ainda mais a condição animal. Por outro lado, persiste também a recomendação de usar uma dosagem mais elevada do medicamento, fazendo com que parasitos e até mesmo bactérias desenvolvam tolerância contra a terapia. “Na verdade a resistência parasitária é o tema central esta semana, pois temos o objetivo de alertar de forma concreta sobre os riscos de sua ocorrência, como ela se desenvolve, seus mecanismos moleculares e ensinar uma das técnicas mais recentes para desenvolver novo método terapêutico”, descreve o professor Molento.

O Laboratório de Doenças Parasitárias (LDP) participa de três redes de pesquisa internacionais em áreas como saúde equina, zoonoses. Para 2016, o laboratório irá organizar, com seus parceiros, dois grandes eventos em Buenos Aires e em Belém, PA, atraindo pesquisadores latino americanos e de todo o mundo para trocar experiências e estreitar ainda mais as linhas de pesquisa. O Laboratório recebe anualmente pesquisadores estrangeiros e já está prevista a chegada de Kurt Pfister, da Universidade de Munique e de Martin Nielsen, do Instituto GLUCK de Lexington, nos EUA, que irão dar palestras para alunos da graduação e pós-graduação de Veterinária, Biologia, Farmácia, Meio Ambiente, Zootecnia e Biotecnologia.

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