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Congresso Internacional de Negócios Sociais e Empreendedorismo traz análises do setor em diversos países

O segundo dia de Congresso foi realizado no auditório do Setor de Ciências Sociais Aplicadas da UFPR. Imagem: Marcos Solivan
O segundo dia de Congresso foi realizado no auditório do Setor de Ciências Sociais Aplicadas da UFPR. Imagem: Marcos Solivan

Aberto ontem, com a palestra e entrega do título de doutor honoris causa da Universidade Federal do Paraná a Muhammad Yunus e com o lançamento do livro digital “Empreendedorismo com foco em Negócios Sociais”, o Congresso Internacional de Negócios Sociais e Empreendedorismo, promovido pelo Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre o Terceiro Setor (Nits) da UFPR, encerra suas atividades nesta segunda-feira, dia 4. O dia começou com a fala da professora Giulia Galera, da Universidade de Trento, Itália, realizada no Auditório Prof. Dr. Ulysses de Campos, do Setor de Ciências Sociais Aplicadas da UFPR.

Pesquisadora do Euricse (European Research Institute on Cooperative and Social Enterprise), a palestrante apresentou um quadro geral das empresas e empreendimentos sociais na Europa, em especial no Reino Unido e na Itália. Estes, ao lado da França e da Bélgica, já institucionalizaram estes tipos de negócios, criando legislações específicas e incentivando grupos de pesquisa na área.

Academia e sociedade civil

“A pesquisa aumenta o destaque que as empresas sociais recebem, ampliando as organizações e o impacto que elas causam”, explica a professora. Para ela, o sucesso destes empreendimentos e a sua consolidação depende de uma soma da vontade da comunidade com o conhecimento do mundo acadêmico. Além disso, também é importante a coesão dos diversos grupos que têm como meta a melhoria da qualidade de vida da população. “Diferentes organizações sociais, como ONGs, cooperativas e negócios sociais, precisam conversar entre si para fortalecer o terceiro setor, já que elas têm um objetivo comum”.

O professor Cleverson Renan da Cunha, do Departamento de Administração da UFPR, que mediou as perguntas da plateia, aponta que, diante dos inúmeros desafios que ainda devem ser enfrentados nessa área, é bom que esse tipo de discussão esteja sendo trazida para o ambiente da Universidade. “Não podemos simplesmente copiar as teorias e incorporar as práticas desenvolvidas em outros países”, afirma, explicando que este tipo de conhecimento serve como base, mas que é preciso desenvolver ainda mais esse campo de pesquisa por aqui.

Além da experiência europeia, o Congresso também apresentou, no início da tarde, a palestra “Tendências norte-americanas de negócios sociais e empreendedorismo”, com a professora Graziela Comini, da Universidade de São Paulo (USP), seguida de uma mesa de discussão sobre experiências brasileiras na área. Representantes das empresas Solidarium e Terra Nova trouxeram seus cases de sucesso para a mesa-redonda promovida pelo Nits.

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