Boia meteo-oceanográfica do CEM volta a operar

07 março, 2022
15:58
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Ciência e Tecnologia

As boias meteo-oceanográficas são capazes de medir radiação solar, velocidade e direção do vento, temperatura do ar, umidade relativa e pressão atmosférica. Foto: CEM-UFPR.

A boia meteo-oceanográfica WatchKeeper do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (CEM – UFPR) voltou a operar depois de passar por manutenção. O equipamento fornece dados meteorológicos e oceanográficos em tempo quase real e gera alertas de condições extremas, alimenta modelos de previsão meteorológica e oceanográfica e é usado para pesquisa científica.

As boias meteo-oceanográficas são capazes de medir radiação solar, velocidade e direção do vento, temperatura do ar, umidade relativa e pressão atmosférica. As variáveis oceanográficas incluem a velocidade e direção de correntes, ondas, condutividade (salinidade), temperatura, fluorescência estimulada e turbidez.

O aparelho é composto por um complexo sistema de flutuação, ancoragem, sensores e de comunicação. O equipamento também usa um módulo de baterias próprio, recarregado por energia gerada em painéis solares. Os dados meteorológicos e oceanográficos podem ser visualizados neste portal.

Sistema de monitoramento da Costa Brasileira

A boia foi adquirida com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), uma agência pública de financiamento em inovação. O equipamento integra o Sistema de Monitoramento da Costa Brasileira (SiMCosta),  iniciativa da Subrede Zonas Costeiras da REDE CLIMA.

Os dados de variáveis oceanográficas da costa brasileira são informações fundamentais para a compreensão e previsão de processos oceanográficos e meteorológicos. “Apesar de sua importância, existem poucas séries temporais de qualidade. Isto ocorre pela dificuldade na continuidade de financiamento para manter esses sistemas funcionando, pois são estruturas caras e exigem constante manutenção. Outra dificuldade é o vandalismo que esses equipamentos sofrem. A falta de educação e consciência impedem que essas mesmas pessoas que depredam e roubam esses equipamentos sejam prejudicadas na sua segurança da navegação e atividades no mar, pois a falta de dados resulta em modelos de previsão de ondas e ressacas, por exemplo, com menor precisão”, afirma o professor do CEM-UFPR, Maurício Almeida Noernberg.

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