Bancas de curso de especialização do SEPT destacam estudos sobre uso de mídias na educação

04 maio, 2018
13:30
Por edhomologa1
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Ensino e Educação

Os pôsteres espalhados no térreo do prédio principal do Setor de Educação Profissional e Tecnológica (SEPT-UFPR), nesta quinta-feira (3), apresentam estudos e propostas sobre um tema relevante para educadores: o uso de mídias  na sala de aula. Os cerca de 80 trabalhos de conclusão são de alunos da quarta turma do curso de especialização em Mídias Integradas na Educação, oferecido desde 2010. São levantamentos, análises e iniciativas testadas em sala de aula por profissionais da educação que buscaram variadas mídias para aprimorar o ensino.

Uma característica comum entre os trabalhos é a relação direta com uma realidade percebida pelos pós-graduandos, todos profissionais de escolas públicas. “Entendo que a tecnologia deve ser escolhida [para uso na educação] conforme o público, considerando os recursos que ele possui e o contexto social e cultural dele”, explica a professora Sandramara de Paula Soares, coordenadora do curso. “Não adianta criar um projeto com smartphone, por exemplo, se a escola não tem internet sem fio”.

Trabalhos de conclusão mostraram iniciativas adaptadas às realidades de escolas da Região Metropolitana de Curitiba. Foto: Camille Bropp/Sucom-UFPR

Uma amostra dessa associação entre a realidade vivenciada pela escola e as novas estratégias de ensino com mídias está nos trabalhos desenvolvidos pela professora de ciências Vivian Thes e pela professora de geografia Gessica Kelly Pereira Azevedo, colega de trabalho em uma escola estadual em Colombo.

Cada uma dentro de sua especialidade e de uma proposta, Vivian e Gessica usaram o gancho de um alagamento de ruas no entorno da escola para abordar aspectos do Rio Atuba. Assim, despertaram o interesse de turmas do 7.º ao 9.º ano, que sentiram o impacto da inundação, mas desconheciam as circunstâncias dela. O material das aulas, incluindo uma realizada em campo, foi reunido em mural, blog e história em quadrinhos.

“A mídia faz diferença na sala de aula. Ela faz com que o professor se perceba um mediador da procura por conhecimento, enquanto os alunos utilizam ferramentas que ajudam nisso”, avalia Vivian. Para Gessica,  que enfocou questões territoriais relativas ao rio, as mídias propiciaram interação entre as turmas, mesmo de séries diferentes.

Ideias

Entre as mídias abordadas nos trabalhos estão jornal, rádio, blogs e vlogs. Alguns dos temas escolhidos foram questões ambientais, incentivo à leitura e à pesquisa, educação inclusiva e infantil.

O audiolivro foi a opção da professora Melissa Martins Agostinho para despertar o gosto pela leitura em alunos do 5.º ano de uma escola pública de Curitiba. A ideia era que, assim que os alunos ouvissem a si próprios narrando as histórias que escolheram, se interessariam pelas histórias que estão nos livros.

“Eles ouviam os áudios em completo silêncio. Acho que nunca tinham pensado que existia uma narrativa dentro dos livros”, conta Melissa, que gravou os áudios com o seu celular. “Foi uma atividade que estimulou a socialização e fez com que os alunos passassem a ter vontade de visitar a biblioteca”.

Sobre o curso

O curso de especialização em Mídias Integradas na Educação faz parte do Programa Universidade Aberta do Brasil, mantido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O público alvo são profissionais da educação de escolas públicas do ensino fundamental e médio do Paraná e de São Paulo.

A maioria das aulas é ministrada à distância, com exceção dos seis encontros presenciais e das provas. A carga horária é de 360 horas (duração de 18 meses).

Mais informações podem ser obtidas aqui.

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