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“Precisamos quebrar o ciclo de miséria na sociedade”, propõe representante da Yunus no Brasil, em evento na UFPR

Mastroti: "O futuro do Capitalismo estará na diversidade". Foto: Ana Assunção/ACS da UFPR.

O gerente de Educação e Relações Institucionais da Yunus Negócios Sociais Brasil, Ricardo Mastroti, defendeu hoje em Curitiba a “quebra do ciclo da miséria” na sociedade. Uma das ferramentas que podem acelerar este processo, segundo ele, é a expansão dos chamados “negócios sociais” – empresas autossustentáveis financeiramente que não distribuem lucros entre seus sócios/acionistas e cujo único objetivo é solucionar problemas sociais.

“Nós criamos a pobreza ao não darmos condições iguais a todos. Precisamos acabar com isto. Os negócios sociais são criados justamente para tirar os limitadores da sociedade e resolver seus problemas, como os que dificultam o combate à pobreza”, explicou Mastroti, na abertura do  evento “Empreendedorismo com foco em Negócios Sociais”. O encontro foi promovido pela UFPR (Universidade Federal do Paraná), em parceria com o Sebrae/PR (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná), no Setor de Ciências Sociais Aplicadas, no campus Jardim Botânico.

A Yunus Negócios Sociais Brasil é a unidade nacional da Yunus Social Business Global Initiatives, empresa com sede mundial na Alemanha, fundada em 2011, que objetiva desenvolver negócios sociais por meio de um fundo de investimentos e uma incubadora para empreendedores. Seu criador foi o economista Muhammad Yunus, de Bangladesh, diretor de um inédito projeto de microcrédito voltado a populações de baixa renda, desenvolvido por meio do banco Grameen. A relevância social deste projeto rendeu ao empresário o Prêmio Nobel da Paz, em 2006.

Futuro do Capitalismo 

Ricardo Mastroti disse ainda que o futuro do Capitalismo dependerá da sua capacidade de harmonizar os diferentes modelos de empresas que coexistem no mercado. “O futuro do Capitalismo está na diversidade. Não acho que as empresas tradicionais (focadas no lucro) ou as filantrópicas (focadas na prestação de serviços relevantes à sociedade, sobretudo aos mais carentes) têm que deixar de existir. Eles podem conviver harmonicamente”, avaliou.

Segundo ele, o que as empresas de negócios sociais fazem é “pegar o melhor destes dois mundos” e trabalhar para resolver os problemas sociais. Há cerca de 150 empresas com este perfil no mundo. Os números do Brasil ainda são desconhecidos, mas a Yunus Negócios Sociais já ofereceu um ciclo de incubação para nove empresas e está preparando outro para mais oito.

Na abertura do “Empreendedorismo com foco em Negócios Sociais”, feito pela coordenadora do Nits (Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre o Terceiro Setor), professora Ana Lucia Jansen de Mello de Santana, também foi lançado o portal Negócios Sociais UFPR. A professora destacou o fato de o evento ter reunido alunos de vários cursos e instituições e de contribuir para o aprimoramento das ações que visam a redução das desigualdades sociais. “O modelo de negócios sociais prova que é possível conciliar os lucros com os sonhos de mudar o mundo”, disse.

O encontro registrou ainda as presenças do diretor de Operações do Sebrae-PR, Julio Agostini; da professora Elenice Mara Matos Novak, assessora de Relações Institucionais da UFPR, representando o reitor em exercício, Rogério Mulinari; e do decano do curso de Economia da UFPR, professor Luiz de Santana.

 

 

 

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